Blog: da Gazeta ou do blogger? 31 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in Blogs, crítica, jornalismo.4 comments
Nem pop, nem cult é o novo blog com o cabeçalho do Gazeta Online. O portal capixaba, no melhor estilo gambiarra, lançou o blog na plataforma Blogger. Por um lado, isto é bom pois torna evidente que essa plataforma tem muita “coisa jornalística”. Por um outro, é um certo desleixo com a unidade de negócio conteúdos para Internet (o online no ES ainda é tratado pelas empresas de comunicação como algo menor).
Quer ter blogs? Então estrutura uma plataforma para isto. Investe em tecnologia. E não fica vampirizando conteúdo de ninguém. Sei que a Globo.com tem parceria com o blogger, mas, pô!, ninguém merece tanto desleixo e algumas tolices: a interface fica poluída (entre o cabeçalho-menu da Globo.com e do Blogger), o conteúdo não tem a credibilidade da empresa (de certa forma, do ponto de vista da autonomia do trabalho, isto é ótimo) e o blogueiro tem de se virar na organização da sua página, arcando com os custos de produção, enquanto a empresa ganha os ônus da visibilidade.
Assim não pode, assim não dá.
Ops! o blog é maneiro! É um estilo cocadaboa e kibeloco.
Mais adesão ao blog como jornalismo 31 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in Blogs, jornalismo, tese.add a comment
Segue um textinho, na verdade um testemunho, sobre o vício de ler blogs (sofro desse mal também). Depois da invenção do agregador de notícias RSS, fiquei viciado em conteúdo de internet (jornalístico, literário, íntimo etc). A citação a seguir foi publicada no Webinsider, por Darcio Vilela:
O jornalismo já acordou para o poder dos blogs e a maioria dos grandes jornais tratou de “profissionalizar” o meio, disponibilizando espaços para articulistas de suas equipes editoriais. Departamentos de mídia de agências também investem no potencial desse canal e vêm adaptando formatos e ações a essa realidade.
Sobre a questão viral 31 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in copyflet, Propaganda, Sobre o virtual.add a comment
Semana passada rolou em Vitória, o IV Foco, que este ano debateu as redes virtuais e a constituições política do presente. Houve uma porrada de temas e queria escrever alguma reflexão (um pouco resenhada) sobre a crise da comunicação de massa e o novo padrão de distribuição comunicacional: o viral.
Sobre a crise, o ponto fundamental é a insistência de o usuário afirmar a sua dimensão produtiva. Nasce (e morre) a todo instante blogs, sites, fotologs, comunidades virtuais, moblogs, vlogs, jornais participativos, fotos tagueadas, enfim, uma infinidade de publicação multimídia, que tematiza desde a parafuseta da motocicleta a testemunhos de ataques do PCC em SP. A eleição 2006 mostrou o poder em rede desses veículos, um poder de resistência ao discurso pronto para o uso da grande imprensa. O interessante é que não dá para conceituar esse movimento como uma imprensa ou comunicação alternativa, pois todos esses veículos não nasceram de uma preocupação de ser contra o discurso midiático, mas se constituir em uma caixa de ressonância do que circula nos mass media e um espaço de produção de expressões próprias (como blogs literários, fotologs do time de futebol etc). É um poder absolutamente em rede.
O que vemos é que a comunicação se tornou imersiva. Claro que a natureza da Internet ajuda nessa caracterização. Ao contrário dos outros meios, na Internet você está dentro dela. Na tevê, no rádio ou na imprensa, você é um espectador. Assim, as informações só se popularizam na Internet no momento em que eu as faço circular. Quando se tornam um vírus. Preciso contaminar alguém com o meu enunciado para que este sujeito o encaminhe como uma corrente. É o web a boca, como dizem os espanhóis.
Esse movimento coloca o usuário na figura de um operário da informação. Não há mais graça estar na Internet e ficar como um autista (Mr. Manson, nomeou muito bem durante o Foco). O gostoso é meter a mão na massa e poder construir a minha própria casa (sítio), meu próprio discurso, minha própria expressão. Por isso, que a Internet é mais que uma mídia. É a virtualização da nossa singularidade na forma de bits: my space.
O viral – para além do seu estilo pegadinha – é herdeiro da arte participativa. Já não há mais aquele distanciamento da obra, a obra precisa ser uma construção coletiva na Internet. Sou sujeito e objeto da obra. Eu sou a mídia!
blog vai virar tese 31 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in tese.1 comment so far
Aviso aos navegantes, esta semana vou começar publicar os meus textos da tese neste blog. Quem quiser contribuir, será ótimo.
O título da tese é (provisório): “A emergência das mídias colaborativas – multidão, capitalismo cognitivo e poder em rede”
pensando, pensando… 26 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in catarse.1 comment so far
Esta semana está ocorrendo o Foco aqui na Ufes.O tema deste ano é sobre redes virtuais. Estou imerso a debates e desacordos… Irei postar muita coisa a partir da semana que vem…
A decadência do chat 18 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in catarse, Sobre o virtual.5 comments
Depois dos comunicadores de mensagens instantâneas, dos scraps do Orkut, dos comment dos blogs, o nosso querido chat está quase virando finado. Estima-se que somente 20% dos usuários utilizam ainda esse recurso. A turma mais jovem, 3%.
Me lembro que, em 1996, o chat era balsâmico. Ter múltiplas identidades (nicks), conhecer a turma da “sala da cidade de Belém”, conversar com cinco pessoas ao mesmo tempo, ficar entorpecido com aquele sobe e desce de mensagens e sentir estar criando uma linguagem nova (os pais não entendiam nada – até hoje!).
Mas os tempos são outros. O passado é pra ser esquecido… Se for para lembrar e só para inventá-lo.
Antes de morrer, pratique 101 técnicas de sexo 18 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in catarse.3 comments
Quando li esse post no Meneame, fui correndo no link original, o blog Tony´s Journal. O post está escrito em inglês. Quem não sabe nada, se vire e leia. Quem tem inglês macarrônico, pegue o dicionário e traduza. E quem flui no idioma, se deu bem.
Quem quiser, faça uma ação de responsabilidade social. O post é fundamental para qualquer sujeito da face dessa terra.
Não vou adiantar nadinha aqui. Há dicas for men and woman.
A onda agora é o escambo 18 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in copyflet, tese.1 comment so far
Uma nova invenção das multidões da cibercultura: o escambo. Uma idéia óbvia e original. Há sites especializados em trocas peer-to-peer de Dvd´s, Cd´s, livros e games. O raciocínio é simples: um site conecta pessoas, que trocam bens uma com as outras. O site cobra geralmente R$ 2,o para cobrar custos operacionais. Pena que a experiência é nos EUA.
Trocas de DVD´s: Peerflix
Trocas de CD´s: Lala.com
Trocas de Videogames: GameSwap
Troca de livros: PaperBackSwap
Dailymotion, o Youtube à francesa 18 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in Comunidade virtual, Video.1 comment so far
O dilema agente smith é eterno no mundo das redes virtuais. Só hoje descrobri o Dailymotion, o Youtube à francesa. É muito semelhante. Há, contudo, pequenas diferenças interessantes: tem tradução da interface para o português, permite blogar qualquer vídeo e possibilita criar comunidades video-virtuais em torno de determinados assuntos.
A tese de alguns especialistas que o Google comprou o Youtube porque este é um top mind (quando vc pensa em vídeo na Internet, vem logo na cabela o Youtube) é bastante prudente. Basta ver que sites como Dailymotion é tão bom quanto o rival americano.
Lula: “alô, companheiros do orkut!” 16 outubro, 2006
Posted by Fabio Malini in política, Sobre o virtual, Video.1 comment so far
Via: Diario de Campo



