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A Global Brasil está online! 19 janeiro, 2010

Posted by Fabio Malini in coletivos, cursos, imagem, imprensa, internet.
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A Revista Global Brasil, que participo desde a primeira edição, em 2001, está no mundo dos bits. Só em pensar que  já se foram quase dez anos.Agora a revista terá sua versão on.

Obrigado @eduardoluc e @wwdaigo !!!

Midialivrismo e Coletivos de jornalismo independente no ES 10 julho, 2009

Posted by Fabio Malini in Blogs, colaboração, coletivos, internet, jornalismo.
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Num trabalho de ótima qualidade, os alunos da minha disciplina de jornalismo online conseguiram produzir coletivos de jornalismo independente multimídia. São 10 coletivos. 10 reportagens multimídia.Todas produzidas a partir do software de publicação automática wordpress. Acabaram por criar seus próprios veículos (que são jornal, tv, rádio e fotografia, ao mesmo tempo),ao invés de produzir um “jornal laboratório” no velho modelo um patrão-operário. Os alunos customizaram seus veículos, com apoio fundamental do Eduardo Lucas, Marcelo Daigo e Yuri Santos. E o resultado ficou muito bom: Coletivo Nômade, Coletivo Ao Vivo, Coletivo Bolha, Coletivo DeRaízes, Coletivo Baú de Vento, Coletivo Distúrbios, Coletivo Pauta Capixaba, Coletivo Pensamento Sustentável, Coletivo Mulher Mulher e Coletivo Vc Saudável.

Agora é dar continuidade e radicalizar o midialivrismo, afinal, “nós somos a mídia”.

A internet, pelos argentinos et al 20 maio, 2009

Posted by Fabio Malini in internet.
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Via ALT1040

Sobre massa, disciplina e mídia 13 abril, 2009

Posted by Fabio Malini in aula, cultura, internet, jornalismo, massa, política, Ufes.
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Na última aula eu explorei muito o debate em torno de dois campos teóricos da comunicação, a saber:

1. a emergência e o desenvolvimento da subjetivação-massa, entre o final do século XIX e seus desdobramentos até a década de 60 do século XX.

2. os processos de pós-modernização ou informatização da produção, que se instaura a partir da década de 60.

I. Resenha da aula

O objetivo da aula foi demonstrar os conflitos, que vão lentamente se instalando na sociedade ocidental, derivados de mutações que tem haver com a crítica das vanguardas à sociedade de massa e, ao mesmo tempo, com a invenção de novas formas de vida abertas pelos movimentos sociais pós-68, que abrem uma nova mentalidade, agora calcada na rede como nova forma de organização social, para além da lógica da representação inscrita em toda mentalidade de massa. Portanto, conflitos tendem, a partir desse momento, a se localizar nas inúmeras formas de demonstração das resistências culturais das audiências de massa e nas diferentes criações de dispositivos comunicacionais desprovidos de centros de controle.

A aula foi animada pelo texto informatização ou pós-modernização da produção, publicado em Império, de Antonio Negri e Michael Hardt.

II. Sobre a subjetividade-massa

O tema é bem amplo, visto repetidamente na disciplina de teoria da comunicação. Fiz questão de retomá-lo, mas a partir da acepção de Walter Benjamin. Ao analisar o fenômeno das massas, lia-o como uma evidência de “perda da experiência”. Em sua elaboração, a subjetividade massiva significa uma perda de viver diretamente uma dada experiência, transferindo-a para dispositivos de reprodução técnica (nesse sentido, Benjamin adianta-se em relação ao conceito de indústria cultural). Para ele, a massa é um estado em que as coisas que são dadas distantes, são vivenciado proximamente, portanto, o testemunho histórico e a autenticidade são ocultados em qualquer bem reproduzidos pelos dispositivos de massa. Os meios de comunicação de massa são, assim, esses dispositivos que fazem esse elã entre o longínquo e o distante, tornam presente, no aqui e agora, aquilo que só poderia ser alcançado mediante ao testemunho ou  a tradição.

Eu gosto muito de uma passagem do A obra de arte na era..., em que Benjamin afirma: “a reprodução em massa corresponde de perto à reprodução das massas”. Os meios de comunicação de massa, bem como os grandes eventos de massa, seriam a projeção, o espelho das massas. As massas se vêem e se afirmam nesses dispositivos. É na busca incessantemente de mínimos comuns que as massas se constituem como um agrupamento. Nesse sentido, as massas precisam dos clássicos (não como cânones, mas como referência básica). As massas negam qualquer valorização ao culto, à contemplação, algo típico de sociedades em castas. Exige que tudo se torne próximo a ela. Eis a sua potência.

Contudo, torna também o mundo e as coisas  “transitórias e repetitivas”, como forma de romper com a unidade e a duração dessas mesmas coisas.

Ser massa significa a prática de uma subjetivação que valoriza a repetição e a transitoriedade como maneira de ruptura com a unidade (as coisas devem ser experimentadas uma só vez) e com a duração (as coisas devem durar para sempre).

Nesse mundo novo, a lógica de massa passa, de forma inevitável, pelo esquema emissor-receptor. O emissor é o pólo da representação, que é uma função imutável nessa sociedade.

Do ponto de vista político, as primeiras seis décadas do século XX vêem a concretização dessa figura das massas encarnadas em determinados tipos sociais, sendo o mais dramático o operário fordista, que Chaplin imortalizou em seus tempo modernos. A era da “execução perfeita dos movimentos”, o legado da técnica, marcou a dramática história social contemporânea: repetição, trabalho autômato, burro, cuja principal produtividade residia na capacidade de adestramento do corpo, agora extensão corpórea do maquinário mecânico. Foi Michel Foucault que melhor desvendou as relações de poder entranhado na sociedade das massas industrial. Para ele, somente técnicas disciplinares conseguiam gerir as massas: controle da população, medicina social, higienização urbana, hierarquização dos corpos na cidade (o lugar da produção, o lugar da reprodução), enfim, toda uma gama de dispositivos que funcionavam para docilizar os corpos, agora tornados produtivos. Mas um certo tipo de corpo produtivo. Um corpo que tinha a consciência de sua força de trabalho, que tinha “consciência de seus objetivos”, a vida regrada por aquilo que está fora de si. A vida só existe se o objetivo for alcançado.

Esse homem-massa possui a qualidade de poder deslizar sobre diferentes trabalhos, pois depende apenas da energia e do corpo adestrado para ser produtivo.  É o que alimenta a produção, mas, sobretudo, o consumo de massa. O acesso aos bens de massa – duráveis ou não -, mediante ao salário valorizado, gera um ciclo virtuoso de conquista do mercado consumidor. Não é só consumo e produção que são massificados. As próprias lutas sociais são de massa, embora restritas e quase sinônimas de lutas operárias.

A vida é então profundamente atravessada pelo tempo da produção fordista. Casa, fábrica, casa. Os tempos bem determinados. Tempo do trabalho (que se realiza na fábrica) e o Tempo da reprodução (o espaço do lazer, da educação, saúde, cultura etc).  Essa homogeneização da vida marca bem esse momento histórico, sendo a televisão o seu meio mais representativo.

Como afirma Lazzarato (1998, p.67):

Na fábrica, o taylorismo radicaliza cientificamente a redução do corpo a organismo. O Welfare articula e dispersa a população em processos de reprodução, multiplicando as figuras de sujeição (controle e instituição da família, das mulheres e das crianças, da saúde, da informação, da velhice etc). O espetáculo articula e multiplica o público em uma relação cada vez mais estreita entre comunicação e consumo, requalificando também o político.

Nesse sentido, massa se constitui como um elemento de cálculo. Como gostava de afirmar Adorno, o indivíduo se torna objeto da indústria, e não o seu sujeito. A televisão, veículo eletrônico que faz fundar o “acontecimento” (a forte aderência do espectador ao presente), carrega a compreensão de que o mundo está em ordem. Ocupa, nessa época,  a centralidade entre os aparelhos de percepção. Isso acontece em sentido geral, independente da ideologia que se carregava na época, pois que o socialismo real usava a mesma estratégia de produção taylorista, a mesma dinâmica disciplina do trabalho. O fascismo também já utiliza o taylorismo como dinâmica dos próprios campos de concentração. É curioso saber que o taylorismo é uma tecnologia de campo de concentração, de altíssima disciplina, de degradação do corpo.

Esses dois filmes demarcam muito bem o nível de histeria que constitui essa fase, considerada “a era de ouro” do capitalismo, inscrita por um pacto entre capitalista industrial fordista, welfare e espetáculo de massa. Há várias razões que explicam a fratura desse sistema, sendo a crise salarial a mais forte delas, provocado pelos movimentos de recusa fabril que se espalha pelo mundo inteiro (no Brasil, sobretudo, a partir do final da década de 70). Mas a negação da disciplina não se limitou à fábrica. Ao contrário, surgiu de um forte movimento no campo da cultura. Um curto-circuito que explode em 1968. Uma reação em cadeia contra o autoritarismo disciplinar em suas diferentes instituições (escola, família, hospital, arte, fábrica, etc). Os movimentos culturais e sociais abrem a possibilidade de construção de novas mentalidades sobre o mundo, a partir da construção de novos (ou a renovação dos) valores sociais, em que no centro está a defesa de novos agenciamentos baseados na expressão e na invenção como condições de produtividade social, em contraponto à disciplina burra e autômata. Trata-se de ações confusas, fragmentadas em diferentes sujeitos sociais, descentradas em distintas causas, em que a emancipação não significa revolução comunista, mas a revolução na mentalidade. Não é à toa que um dos lemas da época era: “Quando penso em revolução, penso em fazer amor”. E não é à toa que, mesmo podendo tomar o poder, os manifestantes de 68 hesitam, porque não havia ali um princípio de ordem. Interessante lembrar que o método da assembléia, dos porta-vozes e dos delegados brotaram como formas de organização daquele movimento de 68. A ação direta – sem Estado, sem Partido – é experimentada dentro desses movimentos (e vai se tornar, depois, a própria filosofia da internet). Reunião de grupos, sob decisão assembleística, constituem a liberação dos movimentos também dos processos disciplinares dos movimentos sociais. A ação direta nasce como um ato desses coletivos e faz incentivar o surgimento de outros pequenos grupos com suas causas a defender, também sem intermediação de qualquer instituição. O que para alguns é a gênese da revolução molecular, para outros, a crise do comando disciplinar como capaz de mobilizar e convencer toda a sociedade a produzir de forma hierarquizada e autômata. É paradoxal que tudo issoo ocorra num período de ouro, de forte crescimento econômico mundial, sem contar os avanços associados a isso, como alto consumo de bens duráveis, ampliação do acesso aos serviços coletivos, novos métodos contraceptivos (sobretudo, a pílula anticoncepcional), enfim, toda uma gama de conquistas que acabaram servindo como fermento para uma turbulência cultural.

III. a subjetividade-rede [próxima aula]

Le desordre c’est moi.
(um dos muitos lemas de maio de 68)

Maio de 68 inaugura a fase da afirmação dos direitos. “Ter direito aos direitos”, como se diz na época e é repetido até hoje. Esse estopim de movimentos identitários (negro, gay, feminista etc) e dos ligados a determinadas causas (ambiental, contra a fome, saúde, transporte público, comunicação, movimentos comunitários etc) fazem modificar o estatuto teórico da resistência, alargando a definição para além dos muros fabris. E, sem sombra de dúvida, essa mentalidade molecular se torna o plano subjetivo para a origem, por exemplo, das organizações não-governamentais.

A lógica da classe é metamorfoseada em novas concepções (a que eu gosto mais é a de multidão). POis bem, é essa atmosfera de pensar o impossível que se tornou o terreno para a constituição de um outro movimento também : a contracultura. Esse movimento é uma das chaves de compreensão da gênese da internet, junto com esse caldeirão de mutação no conceito de classe, movimento e poder, que é inaugurado no 68 francês.

De qualquer forma, é esse contexto de diluição da classe em uma multidão de singularidades que faz emergir o que chamo de subjetividade-rede. Tema da próxima aula junto com o debate sobre a contracultura.

a tv e a internet no Brasil 13 abril, 2009

Posted by Fabio Malini in internet, jornalismo.
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Ótimo slide sobre o uso da internet durante as Olimpíadas de Pequim, segundo o Portal Terra. Há nele ótimos dados sobre a experiência do usuário brasileiro nos portais de informação noticiosa.

Xico Sá sobre o Twitter: “não me siga, não sou novela” 11 abril, 2009

Posted by Fabio Malini in crônica, internet.
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Em ótima crônica (Não me siga, não sou novela“, Xico Sá detona o Twitter.

Sim, amigo, a mania de fazer do simples e transparente gesto de beber um copo d´água manchete dos novos tempos já possui até um verbo abrasileirado: tuitar. Eu tuito, tu tuitas, ele tuita…

É muita perobice ou não é, meu velho?

Por via das dúvidas, fica valendo a lição preventiva da filosofia do antigo pára-choque: “Não me siga, eu não sou novela.” E tenho dito.

internet e política, por Steven Johnson 11 abril, 2009

Posted by Fabio Malini in cultura, internet, política.
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No Roda Viva, Steve Johnson opina sobre a relação entre internet e política, provocado pelo Marcelo Tas.

O Youtube terá, enfim, publicidade 23 agosto, 2007

Posted by Fabio Malini in internet, Video, youtube.
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Até que enfim o Youtube anuncia que a publicidade estará presente nos seus vídeos. Que grana os caras vão ganhar! Olha o mecanismo que vai fazer funcionar a monetização do site:

  • A los 15 segundos, un aviso aparece en el 20% inferior del video
  • El aviso se anima por 10 segundos, y tiene una opacidad del 80%
  • El aviso luego se cierra automáticamente
  • Un usuario puede clickear sobre un botón, que abre y sobrepone un video del aviso de una duración indefinida

Via:  FayerWayer

Boa Seleção de podcasts 16 agosto, 2007

Posted by Fabio Malini in antropologia da rede, cultura, eventos, internet, ipod, rede.
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Vale à pena conferir um conjunto de podcasts (da IDG Now) disponibilizado no site do evento Digital Age 2.0. Um deles é o do diretor do Google Brasil, Alexandre Hohagen.

“O online está num momento de mais maturação. A chegada de companhias do Google no Brasil, e agora da Amazon no Brasil, acaba reforçando o mercado online. [...] Não há mais grandes campanhas publicitárias que vão ao ar e que não pensam ações na internet. Não há ainda no Brasil um esforço de unidade entre as empresas de internet, como há no caso dos jornais, com a ANJ, e com a televisão, com a Abert. Isto seria importante para reforçar e ampliar o pedaço da torta de investimentos publicitários na internet. [ Alexandre Hohagen, diretor do Google no Brasil]

Um outro podcast bacana é com um etnógrafo da Intel, que analisa as características do brasileiro na internet:

As características do brasileiro na internet é a sociabilidade, é o se encontrar com outro, é o trabalhar em conjunto, é assim que a cultura brasilera começa se expressar no Brasil. O brasileiro reforça a amizade usando a tecnologia. A dificuldade do Ipod ser um sucesso no Brasil é porque ele reforça certas valores culturais que não são os dos brasileiros. No Brasil, tem música ao vivo nos bares. E o Ipod representa uma outra cultura, a do isolamento, da não interação com o mundo externo.

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