Negri no Clarin 23 Agosto, 2007
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Uma boa entrevista do Toni Negri dada ao Clarin. No melhor do seu estilo, o filósofo italiano provoca o pensamento de certa esquerda latino-americana, ao afirmar que “está convencido de que o que ocorre na América Latina é a queda de um nacionalismo ligado à concepção de nacional-desenvolvimentismo”.
Para terminar, ao ser perguntado sobre a sua opinião sobre o fechamento da RCTV na Venezuela, Negri lasca mais essa:
Me parece uma espécie de ataque de raiva mais do que uma política. O grande problema que Chávez ainda deve explicar é como organizar uma democracia da imprensa. É claro que hoje a imprensa venezuelana não é democrática, mas isso também não se consegue com nacionalizações ou estatizações. Há que se sair dessa separação simples privado-estatal.
Sobre a Pós-modernização e a economia do imaterial 20 Junho, 2007
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Segue um apresentação de aula que ministrararei no curso de especialização Lato Sensu Comunicação Estratégica e Gestão de Imagem, da Ufes, nos próximos dias.
A lâmina onde se encontra os dados da queda de leitores da Folha de São Paulo foi retirada do ppt de Oona Castro, apresentado no seminário A Constituição do Comum, em Vitória-ES.
O Comunismo das Redes 29 Abril, 2007
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Acabei de publicar um artigo na Global n.8 chamado “O Comunismo das Redes”. Mas, como ainda não posso postar ele aqui, aproveito para deixar o paper escrito para ocasião da defesa da minha tese, com o mesmo título.
Trata-se da síntese, que acho que ficou muito boa, da minha tese.
a economia da informação e o capitalismo são inconciliáveis, pois a principal força produtiva – o saber – não é quantificável, quer dizer, não pode ser medida por horas de trabalho. Além disso, o fato de o saber ser difuso faz com que o capital “saía de uma lógica de valorização baseada em um controle direto do processo de produção”. Por conta disso, provoca uma crise “de fundo no capitalismo e antecipa uma outra economia, de tipo novo e ainda ser fundada”. Essa outra economia a ser fundada estaria já se constituindo no espaço das redes livres (freenets): tanto as empresas já estariam trabalhando nas redes para unir-se nos momentos da tomada de decisão; quanto os usuários, através de mecanismos de auto-organização, auto-coordenação e a livre troca de saber, estariam produzindo um mercado para um emaranhado de produtos e serviços criados a partir da colaboração rizomática sem a necessidade de uma intermediação do mercado.
A Constituição do Comum, por Antonio Negri 25 Março, 2007
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Alô, alunos,
Segue transcrita a palestra do Negri, que assistimos na última aula. Não reparem alguns pequenos problemas de tradução. Qualquer coisa a culpa é minha, o tradutor.
Seminário sobre Capitalismo Cognitivo 16 Novembro, 2006
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No começo de dezembro (5 a 7), vou estar participando, como palestrante, do Seminário Capitalismo Cognitivo: comunicação, linguagem e trabalho, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, com curadoria do Giuseppe Cocco.
Segue a programação:
Terça-feira 5
ABERTURA
Giuseppe Cocco - LABTeC/ESS/UFRJ
Micael Herschmann - Nepcom/ECO/UFRJ
A NATUREZA DO CONFLITO NO CAPITALISMO COGNITIVO
O “capitalismo cognitivo” faz emergir novos conflitos: por um lado, as problematizações da idéia de “critique artiste” diante das lutas dos artistas e profissionais do espetáculo; por outro, os mal entendidos que conceitos como “critique artiste” ou mesmo “capitalismo cognitivo” podem introduzir no debate sobre o capitalismo contemporâneo.
- Maurizio Lazzarato - Universidade de Paris 1 - França
- Sergio Amadeu - Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero
- Tatiana Roque - moderador - IM/UFRJ
Quarta-feira 6
TRABALHO E EMPRESA NA ERA DO CAPITALISMO COGNITIVO
A questão do “software livre” no capitalismo cognitivo, a apropriação e a perturbação da nova “governança” pelos bens e ativos intangíveis.
- Antoine Rebiscoul / The GoodWill Company - França
Fábio Malini - UFES - Vitória
Luiz Antonio Correia de Carvalho - moderador - RITS
Quinta-feira 7
TRABALHO, SABER e CULTURA
Em meio a diversas crises: urbana, do trabalho, da democracia representativa, as cidades e suas periferias são percebidas como laboratórios de estilo, de estéticas, de economia para os movimentos globais, em que novos movimentos e redes sociais estão reagindo ao colapso social e propondo outros modelos de produção e inserção.
- Ivana Bentes - ECO/UFRJ
- Écio de Salles - ECO/UFRJ
- Sérgio Sá Leitão - moderador - BNDES
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro Rio de Janeiro RJ 20010-000
Tel. (21) 3808-2020
bb.com.br/cultura
Conferência de Negri traduzida 16 Agosto, 2006
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Em 2003, quando Negri esteve no Brasil, passou pelos evento Estados Gerais da Psicanálise. Não que o filósofo transite por este campo do pensamento (ao contrário, diria). Contudo, os “psi” queriam ouvi-lo, particularmente, o debate sobre subjetividade e política.
Na web, tive a grata surpresa de encontrar sua conferência traduzida para o português: conf_anegri_port.pdf
Fragmentos sobre as máquinas 14 Agosto, 2006
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Karl Marx, quando ainda rascunha (Grundisse) o Capital, produz um texto memorável (Fragmento sobre as máquinas), em que antecipa como a forma de produção se desenvolveria em um capitalismo avançado. A sua tese era que o capitalismo se tornaria um regime em que o principal valor seria produzido pela ciência e pela inteligência (o trabalho vivo, como denomina) do trabalho humano, a ponto de toda a sociedade se tornar produtiva, um general intellect. O texto abaixo poderia descrever muito bem o atual estado do que chamamos de sociedade do conhecimento ou capitalismo cognitivo:
A natureza não constrói máquinas, nem locomotivas, nem ferrovias, nem o telegráfo etc. São estas produtos da indústria humana: material natural transformado em órgãos da vontade humana sobre a natureza ou da sua atuação na natureza. São órgãos do cérebro humano criados pela mão humana; força objetivada do conhecimento. O desenvolvimento do capital fixo (máquinas, por exemplo) revela até que ponto o conhecimento ou o conhecimento social geral se converteu em força produtiva imediata e, portanto, até que ponto as condições do processo da vida social mesma estão sob o controle do general intellect e remodeladas conforme ele mesmo. Até que ponto as forças produtivas sociais são produzidas não somente na forma de conhecimento, mas sim como órgãos imediatos da prática social, do processo da vida real.
Antonio Negri debate política no Rio 1 Junho, 2006
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Se em São Paulo não tenho como ir, no Rio de Janeiro, não vou faltar. Debate com Toni Negri:
Crise da Representação e Radicalização Democrática
dia 08/06, quinta, Rua Joaquim MUrtinho, Santa Teresa, às 20h
O evento é organizado pelo advogado e pré-candidato a deputado federal André Barros.