hardt e negri in Rio 17 Dezembro, 2008
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Para quem curte a obra do Antonio Negri e Michael Hardt, eles fizeram duas magníficas palestras no Fórum Livre de Direito Autoral, no Rio de Janeiro.
Hartd trouxe uma análise sobre a “abolição das identidades” como projeto política da multidão. E Negri discorreu sobre as relações entre comum, democracia e crise atual.
Todas as palestras do seminário estão disponíveis no site do seminário.
Negri sobre a crise 17 Novembro, 2008
Posted by Fabio Malini in Pensamento Negri, política.Tags: crise, economia, globalização, negri
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Tá aí uma entrevista do Antonio Negri sobre a crise financeira:
Dado que la globalización no es un sueño, sino un realidad, esta crisis, -que ha estallado desde abajo en EE.UU, donde no ha sido una crisis bancaria inventada, sino surgida de un déficit de gasto que debía sancionar la paz social; y cuando este déficit ha saltado por los aires, la crisis ha estallado por esto- se está expandiendo a todo el mundo, porque el mundo es global y no hay soberanía, ni Estado soberano ni banca nacional que pueda defenderse. Llegados a este punto hay dos caminos absolutamente evidentes. Por un lado está el tránsito del nivel financiero al nivel empresarial, de la producción en general. Es una auténtica recesión económica que se impondrá en breve en todas partes. Ya ha sido ampliamente anunciada: todos los índices de crecimiento para el año próximo se limitan para los países centrales a un crecimiento del orden del cero coma algo, para los países emergentes de cifras de un dígito, llegándose al 10 por cien de forma muy excepcional. Por lo tanto, se estabiliza la recesión, es decir, se estabiliza lo que es una gran destrucción de riqueza pública. Aquí nos encontramos con interpretaciones muy extrañas que vienen de personas de la derecha que fingen una autocrítica diciendo: “Ah, estos banqueros delincuentes nos han dejado sin blanca!” El hecho es que las finanzas se han convertido actualmente en un instrumento productivo como los demás. Ya Marx reconocía ampliamente que las finanzas eran un instrumento fundamental para ampliar el campo de las inversiones. Dentro de la globalización, por ejemplo, todo el proceso que ha llevado a países enormes como China e India al umbral de la madurez industrial, todo el gran desarrollo de autonomía, fuera de la dependencia, que se ha dado en América Latina, no hubiera sido posible sin los grandes recursos, la gran organización de las finanzas. Por otra parte, hoy es difícil distinguir el capital productivo de bienes materiales del capital que se organiza en las finanzas. Por el contrario, es casi imposible, no hay posibilidad de distinguir el beneficio de la renta, y la renta financiera se ha tornado absolutamente hegemónica. No hay ningún gran industrial italiano que no esté también en Mediobanca: es decir que no decida los destinos financieros del país con todo lo que ello supone. El problema central es comprender cómo hacer para parar esta deriva: yo creo que esto solo puede hacerse relanzando completamente la capacidad de las poblaciones, de la gente que trabaja, de reconquistar sus niveles de ingresos y por lo tanto de reabrir circuitos de vida, de consumo y de relativa liberación dentro de este ámbito. Pero todo esto no puede hacerse sino a través de las luchas, porque está claro que la forma en la cual hoy el capital se afirma es mediante la represión del consumo más elemental, del consumo de reproducción, por supuesto en los niveles que hemos alcanzado. Y en ese plano se trata de luchar porque –si ahora los capitalistas quieren reconstruir sus fortunas, ¿qué hacen?– deben continuar oprimiendo, comprimiendo las necesidades de subsistencia y reproducción de las multitudes y esto me parece muy difícil.
Negri no Clarin 23 Agosto, 2007
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Uma boa entrevista do Toni Negri dada ao Clarin. No melhor do seu estilo, o filósofo italiano provoca o pensamento de certa esquerda latino-americana, ao afirmar que “está convencido de que o que ocorre na América Latina é a queda de um nacionalismo ligado à concepção de nacional-desenvolvimentismo”.
Para terminar, ao ser perguntado sobre a sua opinião sobre o fechamento da RCTV na Venezuela, Negri lasca mais essa:
Me parece uma espécie de ataque de raiva mais do que uma política. O grande problema que Chávez ainda deve explicar é como organizar uma democracia da imprensa. É claro que hoje a imprensa venezuelana não é democrática, mas isso também não se consegue com nacionalizações ou estatizações. Há que se sair dessa separação simples privado-estatal.
Sobre a Pós-modernização e a economia do imaterial 20 Junho, 2007
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Segue um apresentação de aula que ministrararei no curso de especialização Lato Sensu Comunicação Estratégica e Gestão de Imagem, da Ufes, nos próximos dias.
A lâmina onde se encontra os dados da queda de leitores da Folha de São Paulo foi retirada do ppt de Oona Castro, apresentado no seminário A Constituição do Comum, em Vitória-ES.
O Comunismo das Redes 29 Abril, 2007
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Acabei de publicar um artigo na Global n.8 chamado “O Comunismo das Redes”. Mas, como ainda não posso postar ele aqui, aproveito para deixar o paper escrito para ocasião da defesa da minha tese, com o mesmo título.
Trata-se da síntese, que acho que ficou muito boa, da minha tese.
a economia da informação e o capitalismo são inconciliáveis, pois a principal força produtiva – o saber – não é quantificável, quer dizer, não pode ser medida por horas de trabalho. Além disso, o fato de o saber ser difuso faz com que o capital “saía de uma lógica de valorização baseada em um controle direto do processo de produção”. Por conta disso, provoca uma crise “de fundo no capitalismo e antecipa uma outra economia, de tipo novo e ainda ser fundada”. Essa outra economia a ser fundada estaria já se constituindo no espaço das redes livres (freenets): tanto as empresas já estariam trabalhando nas redes para unir-se nos momentos da tomada de decisão; quanto os usuários, através de mecanismos de auto-organização, auto-coordenação e a livre troca de saber, estariam produzindo um mercado para um emaranhado de produtos e serviços criados a partir da colaboração rizomática sem a necessidade de uma intermediação do mercado.
A Constituição do Comum, por Antonio Negri 25 Março, 2007
Posted by Fabio Malini in Pensamento Negri.5 comments
Alô, alunos,
Segue transcrita a palestra do Negri, que assistimos na última aula. Não reparem alguns pequenos problemas de tradução. Qualquer coisa a culpa é minha, o tradutor.
Seminário sobre Capitalismo Cognitivo 16 Novembro, 2006
Posted by Fabio Malini in Pensamento Negri, capitalismo cognitivo, eventos.8 comments

No começo de dezembro (5 a 7), vou estar participando, como palestrante, do Seminário Capitalismo Cognitivo: comunicação, linguagem e trabalho, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, com curadoria do Giuseppe Cocco.
Segue a programação:
Terça-feira 5
ABERTURA
Giuseppe Cocco – LABTeC/ESS/UFRJ
Micael Herschmann – Nepcom/ECO/UFRJ
A NATUREZA DO CONFLITO NO CAPITALISMO COGNITIVO
O “capitalismo cognitivo” faz emergir novos conflitos: por um lado, as problematizações da idéia de “critique artiste” diante das lutas dos artistas e profissionais do espetáculo; por outro, os mal entendidos que conceitos como “critique artiste” ou mesmo “capitalismo cognitivo” podem introduzir no debate sobre o capitalismo contemporâneo.
- Maurizio Lazzarato – Universidade de Paris 1 – França
- Sergio Amadeu – Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero
- Tatiana Roque – moderador – IM/UFRJ
Quarta-feira 6
TRABALHO E EMPRESA NA ERA DO CAPITALISMO COGNITIVO
A questão do “software livre” no capitalismo cognitivo, a apropriação e a perturbação da nova “governança” pelos bens e ativos intangíveis.
- Antoine Rebiscoul / The GoodWill Company – França
Fábio Malini – UFES – Vitória
Luiz Antonio Correia de Carvalho – moderador – RITS
Quinta-feira 7
TRABALHO, SABER e CULTURA
Em meio a diversas crises: urbana, do trabalho, da democracia representativa, as cidades e suas periferias são percebidas como laboratórios de estilo, de estéticas, de economia para os movimentos globais, em que novos movimentos e redes sociais estão reagindo ao colapso social e propondo outros modelos de produção e inserção.
- Ivana Bentes – ECO/UFRJ
- Écio de Salles – ECO/UFRJ
- Sérgio Sá Leitão – moderador – BNDES
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro Rio de Janeiro RJ 20010-000
Tel. (21) 3808-2020
bb.com.br/cultura
Conferência de Negri traduzida 16 Agosto, 2006
Posted by Fabio Malini in Pensamento Negri.6 comments
Em 2003, quando Negri esteve no Brasil, passou pelos evento Estados Gerais da Psicanálise. Não que o filósofo transite por este campo do pensamento (ao contrário, diria). Contudo, os “psi” queriam ouvi-lo, particularmente, o debate sobre subjetividade e política.
Na web, tive a grata surpresa de encontrar sua conferência traduzida para o português: conf_anegri_port.pdf
Fragmentos sobre as máquinas 14 Agosto, 2006
Posted by Fabio Malini in Pensamento Negri, Sobre o virtual, copyflet.2 comments
Karl Marx, quando ainda rascunha (Grundisse) o Capital, produz um texto memorável (Fragmento sobre as máquinas), em que antecipa como a forma de produção se desenvolveria em um capitalismo avançado. A sua tese era que o capitalismo se tornaria um regime em que o principal valor seria produzido pela ciência e pela inteligência (o trabalho vivo, como denomina) do trabalho humano, a ponto de toda a sociedade se tornar produtiva, um general intellect. O texto abaixo poderia descrever muito bem o atual estado do que chamamos de sociedade do conhecimento ou capitalismo cognitivo:
A natureza não constrói máquinas, nem locomotivas, nem ferrovias, nem o telegráfo etc. São estas produtos da indústria humana: material natural transformado em órgãos da vontade humana sobre a natureza ou da sua atuação na natureza. São órgãos do cérebro humano criados pela mão humana; força objetivada do conhecimento. O desenvolvimento do capital fixo (máquinas, por exemplo) revela até que ponto o conhecimento ou o conhecimento social geral se converteu em força produtiva imediata e, portanto, até que ponto as condições do processo da vida social mesma estão sob o controle do general intellect e remodeladas conforme ele mesmo. Até que ponto as forças produtivas sociais são produzidas não somente na forma de conhecimento, mas sim como órgãos imediatos da prática social, do processo da vida real.
Para quem perdeu a palestra do Antonio Negri no Seminário 


