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O Jornalismo e a Crise francesa 14 novembro, 2005

Posted by Fabio Malini in Motim francês.
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O artigo no Le Monde, denominado La crise des banlieues interpelle la pratique du journalisme, mostra as razões pelas quais o jornalismo vem tendo dificuldades de trabalho nas periferias de Paris.

A imprensa tem tido dificuldade de fazer, in locus, a cobertura do motim francês. Por um lado, veículos da imprensa foram interpelados e incediados. Câmeramans tem seu material apreendido pelos jovens e uma equipe de TV foi recebida a bala. Teve uma caso do jornalista pedir ao policial para, com câmera escondida, registrar os conflitos na periferia. Por um outro lado, os jornalistas franceses tomam furos de jornalistas franceses de origem imigrante, pois estes conseguem compreender os ritos e a linguagem do subúrbio, pois vieram de lá. Ao mesmo tempo, muitas fontes, de dentro do conflito, só dão depoimentos se forem pagas. "O problema dos jornalistas é que, sua formação profissional, vê a periferia como um jardim zoológico", diz o secretário nacional do PArtido Socialistas e ex-diretor nacional de direitos humanos.

Um outro ponto do artigo questiona a demarcação do valor-notícia na imprensa francesa. Isto porque a cobertura jornalística tem dado a mesma notícia sobre o evento: X carros são queimados na noite anterior. É todo dia isto. Contudo, essa visão esteriotipada do motim teve uma efeito reverso. Começou haver competição entre as cidades para ver quem queimava mais carros e assim saía na mídia. A mídia notou que estava sendo usada pelos manifestantes e começou a não mais dar o saldo dos carros queimados por cidade, para acabar com a competição entre elas. 'Era uma forma de evitar o efeito hit parade, que tinha a mídia própria criada", aponta o artigo do Le Monde.

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Comentários»

1. Juliana de Farias - 15 novembro, 2005

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2. Juliana de Farias - 15 novembro, 2005

A maior crítica ao jornalismo francê: Os “jovens rebeldes” não confiam neles. Toda a luta está sendo deturpada. Outro dia, vi num jornal da Globo sobre as notícias da França. Eles permitiram o jornalista brasileiro entrar no universo deles após comprovação que o mesmo era estrangeiro. Eles afirmam que a imprensa não sabia de nada e ignorava a luta deles. Assim, realmente a imprensa fica fechada e não tem o que publicar.


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