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Vitória, uma cidade wireless 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in cidade, Mobilidade, política, Sobre o virtual.
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Bom, já sabemos que Vitória está quase se tornando uma cidade virtual, que vai combinar fibra ótica com wireless para prover de acesso universal à internet a todos as pessoas físicas e jurídicas da cidade.

Mas ela não é a primeira. Li um post no Alfarrábio muito bom. Trata-se de uma carta de repúdio, escrita por um tal de Charles, a um prefeito de uma cidade no RS que não está nem aí para a nova portaria da Anatel que libera as prefeituras de prover gratuitamente de acesso à rede para todo o povão.

Charles dá o exemplo da pequena cidade paulista Sud Menucci. Lá o prefeito deu internet pro povão e a economia deu um puta salto. O fato deu até pauta no Folha Online.

Vamos lá, prefeito Coser, internet pro povão!

Aliás, poderíamos montar um meme: “Coser, nós queremos Internet de grátis”. É o queremismo digital.

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O orkut e as novas gerações 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, orkut.
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O Antoun publicou a entrevista que concedeu ao JB para fazer parte sobre o uso pelos adolescentes e jovens do site de relacionamento Orkut.

Vale à pena ler a entrevista no blog do cara e a matéria do JB. Um drops para vosotros:

Acho que estas exibições funcionam mais como experiências na esfera da audiência e teste na opinião de um público. Você sempre pode alterar seu perfil, ou criar outro perfil ou eliminar um perfil mal sucedido. Por outro lado, a rede social como o blog funciona como falar dos problemas com o motorista de taxi. A maioria não espera que ninguém além de um pequeno circulo de amigos vai dar atenção ao que esta sendo mostrado. O problema é a mídia focar aquilo e dar uma grande publicidade. Blog e rede social é um tipo diferente de conhecimento e informação. É o que o filósofo Espinosa chamava de conhecimento do terceiro gênero; um conhecimento intuitivo e afetivo onde você fala de seu mundo próprio e de sua afetividade. Esse tipo de conhecimento se transforma completamente quando transferido para a mídia de massa onde ele vai ganhar a face do preconceito e do julgamento moral.

Eu fico me perguntando o quanto essa opinião pode ser levada a sério. Ou melhor, a`mídia de massa espernearia se tentassem lhe imputar essa imagem, embora sua programação seja muito mais promotora de crime, drogas e pornografia; mas como o Orkut esta roubando o público das TVs, esses mesmos canais ficam cinicamente tentando eliminar a concorrência excitando os oficiais de justiça e os formadores de opinião. E porque não bloquear a entrada da imagem nos canais de TV e só permiti-la depois que aquele que esta assistindo preencher um longo formulário em três vias?

Posts relacionados neste blog:

O Orkut e a Noção de Fora

Orkut e a Sociedade do Espetáculo I, II, III e IV

Artigos sobre o Orkut

Jornalismo Cidadão é terceiro conhecimento 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, cibercultura, jornalismo, jornalismo cidadão, p2p, rede, web 2.0.
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Li dois posts sobre a questão do jornalismo-cidadão (a moda de atribuir a qualquer um a função de ser jornalista, haja visto blogs, fotologs, podcast, Ohmynews etcetera).

Os posts I e II, publicado no Intermezzo, relatam o debate sobre o tema, realizado na USP, com Ana Brambilla (vai estar aqui em Vix em maio) e Hamilton dos Santos, ambos da Editora Abril.

Gosto muito da discussão, e concordo com essa rapaziada que o jornalista é agora mais um guia do que um oráculo, já que com a evolução constante de sistemas de publicação amadora da Internet, o público entrou na farra e agora narra as suas histórias e a dos outros também.

O Henrique Antoun, gente boa demais e fodão quando o assunto é internet, diz uma coisa bacana. Para ele, certos produtos do jornalismo-cidadão (como blogs, por exemplo) se remetem aquilo que o filósofo Spinosa chama de terceiro gênero de conhecimento, como algo relacionado a um conhecimento intuitivo e sensitivo.

Num ótimo post, no seu Mediação-Mobilidade, Antoun explica isso tudo tim-tim-por-tim-tim. Para ele, não dá para pôr blogs e jornal no mesmo saco, pois o conhecimento é distinto:

As pessoas lêem e frequentam blogs procurando uma info afetiva e não uma info genérica, pura e simplesmente. Vc lê os afetos e não o conteúdo das idéias ou opiniões em um blog. Pra ler o conteúdo elas tem os jornais. O blog é lido pq eu amo ou odeio o q o blogueiro escreve, o jeitão dele escrever, o mundo próprio dele. No blog o conhecimento de terceiro gênero é + importante.

[…]

Sem querer aborrecer d+ todo mundo com filosofia; o conhecimento de primeiro gênero é o conhecimento “pelo signo”; do tipo ouvi falar, vi na novela, assisti no filme, li no livro…. Conhecimento onde a experiência não conta e o que conta é “o q todo mundo acha”, “diz”, “julga”. O conhecimento pelo signo é a principal fonte do preconceito e da superstição. É tb a principal fonte política da dominação. Hj em dia o conhecimento do primeiro gênero é o conhecimento pela mídia: jornal, tv, etc. Neste tipo de conhecimento o q conta é a autoridade: sacerdotes ou instituições. É o império dos formadores de opinião.

[…]

O conhecimento do terceiro gênero é o conhecimento que faz conceitos claros e distintos das afecções e afetos que provou. O conhecimento pelo entendimento do afeto e da afecção trazido pela idéia ao espírito. É o entendimento da alegria de seu mundo próprio e das paixões alegres; ou seja das paixões ativas e produtivas em vc.

O lance então é que o jornalismo profissional se remete a um conhecimento mais moral. O jornalismo então teria essa teleologia. É curioso que todas as formas de produção jornalística efetuada por cidadãos não-jornalistas sempre têm a mediação do jornalista. Continuam sendo um conhecimento moral.

Por isso que acho que a novidade que traz a Internet não está tanto no jornalismo-cidadão como conhecimento moral, mas no jornalismo-cidadão como conhecimento sensitivo e singular, como pensa o Antoun.

Mas isso é, para mim, ainda uma hipótese muito influenciada pelo pensamento do Antoun. Algo que preciso estudar mais. Segue uma boa discussão ativada por Ana Brambilla, via Intermezzo (que através de Beth Saad publicou a seguinte informação sobre o debate paulistano):

Ana Brambilla chama atenção para uma confusão de papéis que a onda do jornalismo participativo traz, passando por cima de conceitos fundadores. Não existem, porque não cabem, os ditos “cidadãos jornalistas”. Na verdade o que ambientes participativos estimulam é a emergência de “cidadãos-repórteres”, que executam aquela parte do processo jornalístico de reportar, relatar a realidade, trazer diferentes visões de um mesmo fato. Aqui, o cidadão pode contribuir muito, até mais que o próprio jornalista ou uma redação inteira que não tem condições de estar em todos os mundos ou dominar todas as fontes. Ali, no veículo e no blog, o jornalista e o editor, podem exercer seus papéis de forma enriquecida.

O Sistema Midiático P2P 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in cibercultura, copyflet, emule, kazaa, napster, p2p, rede, torrent.
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Bom, quem é meu aluno deve estar se perguntando onde estão as minhas anotações relacionadas à última aula sobre sistema midiático p2p.

Então, segue o arquivo para ser baixado: Aula sobre Sistema Midiático P2P, por Fábio Malini

Não esqueçam que a aula foi estruturada a partir das leituras de um artigo de Michel Bauwens, A Economia Política da Produção entre Pares.

Leia também:

O Comunismo das Redes, por Fábio Malini

O Comunismo das Redes 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, capitalismo cognitivo, jornalismo, Motim francês, p2p, Pensamento Negri, tese, web 2.0.
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Acabei de publicar um artigo na Global n.8 chamado “O Comunismo das Redes”. Mas, como ainda não posso postar ele aqui, aproveito para deixar o paper escrito para ocasião da defesa da minha tese, com o mesmo título.

Trata-se da síntese, que acho que ficou muito boa, da minha tese.

a economia da informação e o capitalismo são inconciliáveis, pois a principal força produtiva – o saber – não é quantificável, quer dizer, não pode ser medida por horas de trabalho. Além disso, o fato de o saber ser difuso faz com que o capital “saía de uma lógica de valorização baseada em um controle direto do processo de produção”. Por conta disso, provoca uma crise “de fundo no capitalismo e antecipa uma outra economia, de tipo novo e ainda ser fundada”. Essa outra economia a ser fundada estaria já se constituindo no espaço das redes livres (freenets): tanto as empresas já estariam trabalhando nas redes para unir-se nos momentos da tomada de decisão; quanto os usuários, através de mecanismos de auto-organização, auto-coordenação e a livre troca de saber, estariam produzindo um mercado para um emaranhado de produtos e serviços criados a partir da colaboração rizomática sem a necessidade de uma intermediação do mercado.

Seminário Aberto na UFES 7 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.
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ESPALHEM, POR FAVOR

Seminário Aberto 

O PROGRAMA DE ACESSO LIVRE A INTERNET EM VITÓRIA

potencialidades na produção de linguagens e pesquisas

 

Luiz Fernando Barbosa Santos

Chefe do Núcleo de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia

Secretaria de Desenvolvimento da Cidade

Prefeitura de Vitória

 

Coordenação: Prof. Fábio Malini (DEPCOM/UFES)

 

Dia 11.04 (quarta), às 9h30

Auditório do CCHN – IC II – UFES

Sobre a defesa 2 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in cibercultura, massa, rede, Sobre o virtual.
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Foram quatro horas de muito debate. Então, terminei a defesa da minha tese exausto. Aliás, todos da banca também. Henrique, Beppo, Ivana, Ruth e Ronaldo, estiverm ótimos e fizeram aquilo que deve ser o papel de uma banca: arguir. Dentro de uma clima de muita elegância.

Ser agora, Doutor – ainda mais o mais jovem Doutor que a ECO formou, é uma algo que vou digerindo nos meus próximos trabalhos.

Mas, tirando essa história de confete em mim mesmo, houve uma questão bastante difícil de ser respondida:

O paradigma de massa está superado ou não ?

Minha resposta virá num artigo, mas queria compartilhar a dúvida com vocês.

E, aí, o que pensar?