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Hoje o samba saiu… e o Blog está no ar! 13 fevereiro, 2009

Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.
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Em tempo recorde, já criamos a infra. O blog Cobertura Pelada vai dar informação nua e crua (he he he) do Carnaval de Vitória. Seremos muitos, oito no Sambão, e um montão na web. O objetivo é registrar e  ao mesmo tempo fazer um carnaval, o que significa expressar nossa cultura, nosso corpo, nossa perspectivas. E quem tem Twitter manda ver através da tag #carnaval2009

Vamos fazer twittnews coletiva. Conversar bastante sobre o que vemos no Sambão ou na transmissão da TV.

...estou me guardando para quando o carnaval chegar...

...estou me guardando para quando o carnaval chegar...

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Bora pro Carnaval em Vitória! 11 fevereiro, 2009

Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.
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No Carnaval de Vitória, sambar e blogar!

No Carnaval de Vitória, sambar e blogar!

Em Vitória, o Carnaval vai ser aberto a blogueiros. É isso aí, a Prefeitura ouviu nossas preces!!! Vamos fazer do nosso jeito uma cobertura colaborativa da festa popular. Não estamos recebendo nada por isso, só a credencial e um pão com ovo.

Não sei se vamos fazer uma cobertura ou uma des-cobertura. Ainda não sei quantos seremos, porque uma galera vai ficar acompanhando e participando via Twitter, outros vão aparecer lá no camarote da comunicação, e nós sete (Yuri, Fábio, Flávia, Saulo, Cibele, Thalles) vamos ter a missão de animar a galera na rede. Quem estiver no sambão e quiser twittar e blogar, apareça! Não deu muito tempo de articular mais gente (uma galera ainda me manda email). Depois que a Prefeitura liberou a credencial, não tive tempo suficiente para chamar uma galera mais diversificada, pois que a produção precisava de nomes com muita urgência. Então comecei pelos blogueiros que estão na Universidade, seguido daqueles que estão na lista de discussão dos blogs capixabas.

Tenho circulado em muitos espaços no país onde a atividade do blogueiro já possui uma valorização profissional, ou pelos menos, um status de produção de informação. O blogueiro tem uma escrita com mais liberdade. Em Vitória, essa cobertura tem um quê de “bandeirante”, pois que estamos a abrir caminho para que o blogger seja cada vez mais reconhecido como um produtor de informação, que precisa ganhar a vida para além do pão com ovo

Carnaval em Vitória 7 fevereiro, 2009

Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.
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Minha futura fantasia. Vou pular muito!

Minha futura fantasia. Vou pular muito!

É Carnaval em Vitória no próximo sábado. Vou desfilar pela Jucutuquara, na ala dos Universitários (a fantasia é essa aí do lado). Para quem está fora daqui, rolará cobertura ao vivo pela internet no hotsite da Prefeitura (Adriana, tá satisfeita? já divulguei!) no dia 13 e 14 a partir das 22h. Eu queria tanto twittar por lá… Aliás, a Prefeitura deveria mobilizar isso né, colocar uma hotspot, liberar uma credenciais para blogueiros e twitteiros, e a gente mandar brasa.

Eu já falei com uma galera:  eu me animo. Vamos lá – Sergio, Thalles, Tamara, Julio, Flávia, Livia, Leo Viso, Fábio, Ezequiel, Gabriela – um meme rápido para ser espalhado na blogosfera capixaba. É o meme do Carnaval. Se blogueiro tivesse direito a uma “credencial de imprensa” (é preciso alargar esse nome, né?), o que iria fazer no Sambão do Povo:

1. Twittar sobre o que vejo.

2. Flickar sobre o que vejo.

3. Blogar sobre o que vejo.

4. Olhar, olhar, olhar… muita coisas. 🙂

O digital, a televisão e o futuro 6 fevereiro, 2009

Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.
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A transmissão digital da televisão acabará, enfim, com chuviscos e borreamentos. Isso é a pura verdade, mas nem de longe se trata do seu principal impacto. Neste verão, o que começa a ser inaugurado – ainda devagar – no Espírito Santo é uma ruptura com o modelo de televisão que vigora há mais de 50 anos. A lógica desse modelo é simples: toda emissora deve conquistar uma boa audiência (massa) para depois vendê-la a potenciais anunciantes. É essa venda de massas que garante a sustentabilidade financeira de qualquer veículo. Para além do bem e do mal, foi esse modelo que fez alavancar a indústria de broadcasting do país, tornando essa terra uma das mais prósperas e criativas no que tange a produção de linguagem televisiva, ao mesmo tempo que criou uma indústria concentrada nas mãos de poucos.

Mas, por que a transmissão digital se antagoniza com esse modelo? Por três motivos básicos que estão em seu interior: a conectividade, a interatividade e a convergência. Se vencida a batalha pelo desenvolvimento do middleware Ginga, o que significa negociar o pagamento mínimo de royalties pelo uso de uma série de tecnologias nele inscritas, a tv digital se tornará um dos principais instrumentos de interatividade e inclusão digital do Brasil, pois se transformará em um ponto de acesso à internet, possibilitando ultrapassar o unilateralismo que sempre demarcou as emissões das ondas eletrônicas. Tal conectividade empurraria a televisão para dentro do princípio mais interessante do digital: a modularidade. Os dados são contínuos, portanto, submetidos sempre a uma adaptação individual ao invés da estandartização massificada. Cada um seleciona entre uma diversidade de dados a ideologia que quer carregar. Isso conduz a emergência de novas possibilidades econômicas, como a personalização de conteúdo. As emissoras poderão vender pacotes mais customizados a partir de sua grade de conteúdos. Vender programas e não canais. Contudo, para isso, o Congresso Nacional terá de aprovar um novo marco regulatório para o mercado de comunicação, pois hoje emissoras só podem fazer transmissão direta (um-todos), e não um-um, como é a lógica da telefonia.

Ao mesmo tempo, do ponto de vista do cidadão, a televisão digital será marcada por elementos interativos em sua tela. De novo aqui se abre novos mecanismos de e-commerce para todos, mas a lei atual também impede que emissoras de canais abertos, públicas ou privadas, possam ofertar broadcasting e internet. Outro ponto de conflito: hoje há tecnologia que permite gravação, edição e distribuição de programas através da televisão digital. O entrave é a lei, que não permite o chamado canal de retorno e quer impedir a  gravação de cópias, algo que daria a todos a possibilidade de se comunicar com todos e criar sua própria biblioteca de programas. Sem isso a televisão funcionaria somente como uma máquina de descarregamento de arquivos que não ficam armazenados nos equipamentos das pessoas.

Há ainda o desejo de convergência entre a sociedade. Não adianta a televisão ser restrita a si, ela deve funcionar em interface com diferentes dispositivos, desde o celular ao pendrive. Há outros pontos de debate, como o caso da multiprogramação e da transmissão em alta definição (HD), mas dá para se ter uma idéia que o atual modelo de televisão é um defunto que muitos ainda ficam a fazer eletrocardiograma. Um defunto que ainda vai durar algum tempo, apesar de não ter mais salvação. De certo é que ele não mais mobilizará a atenção de produtores, artistas, executivos e pesquisadores. E vencido os altos custos de aquisição da tecnologia digital, o que estará em jogo será a capacidade de se produzir conteúdos de qualidade voltados para demandas específicas e ativas, que estarão com suas mentes cada vez imersas na tela.

Não haverá mais como vender massas. O que se venderá é conexão. Possivelmente vamos ver a saída de cena das emissoras, pois se transformarão em “provedoras de acesso” em um mercado com muita mais concorrência (com as telefônicas, as chamadas redes públicas e, sobretudo, com os milhões de usuários que hoje são cada vez mais produtores de mídia). Mas isso são cenas do próximo capítulo que todos vamos participar.