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O Sistema Midiático P2P 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in cibercultura, copyflet, emule, kazaa, napster, p2p, rede, torrent.
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Bom, quem é meu aluno deve estar se perguntando onde estão as minhas anotações relacionadas à última aula sobre sistema midiático p2p.

Então, segue o arquivo para ser baixado: Aula sobre Sistema Midiático P2P, por Fábio Malini

Não esqueçam que a aula foi estruturada a partir das leituras de um artigo de Michel Bauwens, A Economia Política da Produção entre Pares.

Leia também:

O Comunismo das Redes, por Fábio Malini

O comunismo da atenção 8 dezembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, capitalismo cognitivo, copyflet, jornalismo, web 2.0.
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Bom…hoje terminou o ótimo evento sobre Capitalismo Cognitiv, aqui no RJ. Bom, nove fora ter ficado 12 horas no aeroporto, o que fez com que eu perdesse a palestra de Lazzarato (bom, pelo menos ganhei o livro dele: As Revoluções no Capitalismo), tudo foi muito bom porque pude sair do encontro com mais questões do que entrei. Foi bom rever também a turma toda da Universidade Nômade e da Global.

Preparei um artigo para o evento. Chamei de O comunismo da atenção, é sobre o fenômeno da web 2.o pelo prisma da teoria do capitalismo cognitivo. Quem quiser lê-lo, segue o texto em pdf, em doc para quem quiser ler. Queria colocar a versão openoffice (o editor que uso), mas o WordPress só permite doc (absurdo!!!!)

 

O que vimos é que as comunidades colaborativas da Internet produz um excedente comum para o trabalho. Um amplo reservatório construído a partir da cooperação social. No excesso, sempre há uma informação que acrescenta à vida. Eu sinceramente acredito que a interface gráfica do trabalho imaterial é o excesso de informação. Essa interface que muitos dizem que é poluída, porque excessiva, pra mim, vejo uma força positiva, porque expressa exatamente como o trabalho no capitalismo cognitivo se constitui: como uma atividade que produz e é produzido pelo excesso.

Não sei se estão notando a mutação nas páginas dos jornais. Antigamente, a gente tinha que construir uma narrativa de interface “menos poluídas pelo excesso”. Aliás, a gente tinha que fazer jornalismo baseado no gatekeeper, porque o jornal, a revista, a tevê, não comportava todo tecido social. Não tinha espaço. Por isso o jornalismo desenvolveu critério transcendentais de representação, através do valor-notícia, da objetividade, da imparcialidade, da defesa da justiça, toda essa parafernália moral que está em rota de colisão hoje porque esse tecido social opina, comenta, participa, briga, patrulha, colabora, narra, documenta, noticia, enfim, todo esse general intellect está transformando as relações entre jornalista-leitor. De forma, que nós, jornalistas, estamos tendo uma dificuldade enorme de formar um discurso consensuado sobre o mundo, porque a multiplicidade de fontes escapa a agendinha do jornalista. A longa cauda produz num ritmo absolutamente frenético e sem gatekeeper, já que a filtragem é feito à posteriori e não a anteriori, a partir da lógica de “muitos olhos, poucos erros”. Por isso que, por um lado, há o blockbuster e a grife Mirian Leitão, e por um outro, a Caia, uma das principais formadoras de opinião da nossa lista da Universidade Nômade, que acaba até se sobrepondo a outras figuras que teriam, notadamente, o poder da produção do conhecimento, no caso, nós pesquisadores e intelectuais presentes na lista de discussão. O excesso, portanto, provoca novas singularidades.

Mas eu estava falando sobre as interfaces jornalísticas. Sobre suas mudanças. Agora as páginas dos jornais online primam pelo excesso, quanto mais informação melhor. É uma disputa por atenção. Queria falar que é uma disputa tão ferrenha, que o Google está priorizando, quando fazemos uma busca, apresentar resultados dessa colabosfera comunista. Não sei se repararam isto. Se procurarem algo sobre capitalismo cognitivo, as primeiras páginas lhe remetem para blogs, wikipedia, youtube etc. É para tirar a atenção dos grandes portais e ficar com a atenção para si (Google), que cada vez mais está ampliando a sua carteira de top-minds: Blogger, Youtube, Gmail, Google Maps, Google Earth, Orkut, e assim vai… Gerir a atenção e não mais a audiência é o que busca o Google. É o modo básico do capitalismo cognitivo, produzir valores intangíveis da logomarca e se tornar proprietário desse comunismo da atenção. O Google já sacou que o ideal é ser dono do comunismo da atenção, enquanto as corporações midiáticos estão ainda na era do conteúdo. O conteúdo precisa ser liberado para que se possa existir novas mídias colaborativas, que serão compradas pelo Google.

É claro que a perspectiva do excedente faz parte de um processo de autovalorização do trabalho. Não é alguma coisa que a empresa deseja, ao contrário, ele busca constituir novos encercamentos produdutivos, delimitar o processo de difusão de linguagens, criar “linguagens comandadas”. Talvez as lutas em torno da propriedade intelectual expressem a parte mais dramática da relação entre trabalho e empresa no capitalismo contemporâneo. O Google talvez seja a mais inteligente das pontos com´s nesse processo inteiro.

O Youtube dos powerpoints 16 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, Sobre o virtual, web 2.0.
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Confesso que ainda não conhecia, foi só quando li os slides de Orihuela sobre web 2.0, que me interessei em conhecer o Slideshare, esse youtube dos slides. É simples como o Youtube, só que armazena suas aprentações.

O jornalismo participativo, por Dan Gilmor 6 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, jornalismo.
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Via E-contenidos, leio ótima síntese da palestra inaugural do Congresso do Nuevo Periodismo de Valencia feita por Dan Gilmor, autor de We, the media. Adorei e resolvi traduzir:

O jornalismo se converterá em uma conversação, donde a publicação não é o ponto final do processo informativo,mas sim a parte que deverá ser completada pela conversação. E para conversar há que escutar. Os meios tradicionais não estão bons nisto. Há que melhorar isto e escutar a audiência.

Sobre a produção coletiva do jornalismo disse:

A próxima evoluçãose dará no âmbito do nós, a comunidade. A popularidade que outorga a comunidade não é suficiente: há que se inserir o conceito de reputação, isto permitirá a comunidade ser um editor coletivo.

Para quem quer ir direto a fonte, há o vídeo da palestra do cara (com legenda em espanhol). Dá para ler pausando o vídeo.

Veja sacaneia cartunista 2 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, tese.
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Via Alfarrabio, leio que a Veja publicou uma charge sem devida autorização. Tratava-se de Lula chegando numa banca de revista e perguntando se havia revista de sacanagem. O jornaleiro responderia: Qual? E Lula: “A Veja, aquela que vive me sacaneando”. O autor é o Santiago, que recebeu um telefonema da redação, que pedia a liberação da charge. Santiago disse não porque não concordava com a linha editorial da revista. Mesmo assim o periódico publicou o cartoon do cara.

Mais uma da Veja…

Um jornal participativo tupiniquim 2 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, jornalismo, tese.
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O Brasil wiki é uma tentativa de produzir um wikijornal brasileiro, na linha dos jornais participativos. Gostei dos vídeos. Os textos estão ainda muito escasso.  O usuário deve se cadastrar no site (algo meio contraditório para a linguagem wiki, mas tudo bem…). A responsbilidade do material divulgado é do internauta, segundo diz os termos de uso.

Falta ser um pouco mais ágil na publicação. Deve ser por conta dos editores…

Sobre a questão viral 31 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, Propaganda, Sobre o virtual.
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Semana passada rolou em Vitória, o IV Foco, que este ano debateu as redes virtuais e a constituições política do presente. Houve uma porrada de temas e queria escrever alguma reflexão (um pouco resenhada) sobre a crise da comunicação de massa e o novo padrão de distribuição comunicacional: o viral.

Sobre a crise, o ponto fundamental é a insistência de o usuário afirmar a sua dimensão produtiva. Nasce (e morre) a todo instante blogs, sites, fotologs, comunidades virtuais, moblogs, vlogs, jornais participativos, fotos tagueadas, enfim, uma infinidade de publicação multimídia, que tematiza desde a parafuseta da motocicleta a testemunhos de ataques do PCC em SP. A eleição 2006 mostrou o poder em rede desses veículos, um poder de resistência ao discurso pronto para o uso da grande imprensa. O interessante é que não dá para conceituar esse movimento como uma imprensa ou comunicação alternativa, pois todos esses veículos não nasceram de uma preocupação de ser contra o discurso midiático, mas se constituir em uma caixa de ressonância do que circula nos mass media e um espaço de produção de expressões próprias (como blogs literários, fotologs do time de futebol etc). É um poder absolutamente em rede.

O que vemos é que a comunicação se tornou imersiva. Claro que a natureza da Internet ajuda nessa caracterização. Ao contrário dos outros meios, na Internet você está dentro dela. Na tevê, no rádio ou na imprensa, você é um espectador. Assim, as informações só se popularizam na Internet no momento em que eu as faço circular. Quando se tornam um vírus. Preciso contaminar alguém com o meu enunciado para que este sujeito o encaminhe como uma corrente. É o web a boca, como dizem os espanhóis.

Esse movimento coloca o usuário na figura de um operário da informação. Não há mais graça estar na Internet e ficar como um autista (Mr. Manson, nomeou muito bem durante o Foco). O gostoso é meter a mão na massa e poder construir a minha própria casa (sítio), meu próprio discurso, minha própria expressão. Por isso, que a Internet é mais que uma mídia. É a virtualização da nossa singularidade na forma de bits: my space.

O viral – para além do seu estilo pegadinha – é herdeiro da arte participativa. Já não há mais aquele distanciamento da obra, a obra precisa ser uma construção coletiva na Internet. Sou sujeito e objeto da obra. Eu sou a mídia!

A onda agora é o escambo 18 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, tese.
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Uma nova invenção das multidões da cibercultura: o escambo. Uma idéia óbvia e original. Há sites especializados em trocas peer-to-peer de Dvd´s, Cd´s, livros e games. O raciocínio é simples: um site conecta pessoas, que trocam bens uma com as outras. O site cobra geralmente R$ 2,o para cobrar custos operacionais. Pena que a experiência é nos EUA.
Trocas de DVD´s: Peerflix

Trocas de CD´s: Lala.com

Trocas de Videogames: GameSwap

Troca de livros: PaperBackSwap

Aos poucos online se liberta do impresso 7 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, jornalismo.
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Em Córdoba, na Argentina, o jornal La Voz.com.ar segue na sua reformulação a tendência de distanciamento do impresso como metáfora para composição de seu layout. Um deles: a abolição do menu com editorias. Muitíssimo influenciado pelo Clarin. Contudo, não tem a linguagem blog do Clarin. Este opta por dar informações atualizadas, uma seguida da outra como se fossem vários posts. Não importanto a hierarquia de editorias.
Por falar  em blogs, o jornal abusa dessa ferramenta. Para o idealizador da página (vale à pensa conferir a entrevista do cara no blog Visualmente), os blogs ocupam no jornal o espaço da conversação entre jornal e leitores.

Creemos que los blogs no van a reemplazar a los medios, pero que están haciéndolos cambiar. En nuestra flamante sección de blogs, que ocupa un lugar destacado en varios lugares de la home, hemos buscado abrir la conversación con los lectores, hacer transparentes los procesos de producción de noticias y establecer más espacios para el debate y el pluralismo de ideas. Estamos convencidos de que es el mejor aporte que podemos hacer a la democracia. No sé si finalmente los blogs ocuparán el lugar de “quinto poder” que algunos les atribuyen, pero sí estoy seguro de que nos ayudan a hacer mejor nuestro trabajo y a conocer mejor a nuestros usuarios. Los blogs ofrecen una mirada fresca y renovada sobre la realidad. Por esa razón ofrecemos cuatro espacios distintos: hay una sección de blogs de periodistas del diario, otra para bloggers invitados que hablan sobre múltiples temas, para los propios lectores que nos envían sus propuestas y un espacio de blogs recomendados. Es más, el evento de lanzamiento del nuevo sitio contó, entre los más de 200 empresarios, anunciantes, creativos y agencias de publicidad, con varios bloggers locales que fueron invitados de manera especial. (Franco Picatto, editor do La Voz.com.ar, via Visualmente)

 

Internet pode dar transparência ao jornalismo 7 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, jornalismo.
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A Internet está restabelecendo as relações entre os poderes e os grupos sociais. Na política, candidatos que mantém relações de conversação por meio da web começam a despontar. Na economia, corporações estimulam funcionários a terem blogs para interagir com consumidores.

No quarto poder, a conversação segue sendo uma forte tendência. Via Vision, leio que um pequeno jornal americano (tem 100 mil leitores), Spokeman-Review, resolveu instituir um série de mecanismos de conversação com seus leitores para produzir transparência na produção jornalística, reduzindo a desconfiança dos leitores sobre os pressupostos manipulatórios da imprensa. Segue uma tradução do que foi publicado no Vision das alternativas possíveis para democratização do jornalismo:

News is a conversation‘, um blog em que leitores opinam sobre os conteúdos e sobre a cobertura informativa do jornal.
Daily Briefing‘, blog que antecipa os conteúdos do dia seguinte e busca inserir os leitores no interior do processo de criação jornalístico.

Ask the editors‘, outro blog em que são respondidas as perguntas dos leitores sobre operações e decisões editoriais.

Live webcasts‘, espaço no qual se pode observar, em áudio e vídeo, o que foi decidido no conselho de redação.

Future de newsroom’, novamente um blog no qual Carla Savalli, encarregada de desenvolver um protótipo para a sala de redação do século XXI, conversa com os leitores sobre o futuro da imprensa, sobre tecnologia, sobre os valores tradicionais do jornalismo cívico e sobre como dar aos leitores maior acesso, maior opções e maior voz.

Finding the frame‘, blog em que os fotógrafos contam as histórias que estão por trás das imagens.