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O relato de um precursor da cultura da informática 4 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, Sobre o virtual.
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Um curto relato, na forma de discurso, feito por Steve Jobs, criador da Apple. O texto foi publicado na Você S.A. Mas eu li no blog Alfarrábio:

“Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. (mais…)

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Um guia sobre o mundo copyleft 4 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet.
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Trata-se de publicação, em língua espanhola, de um livro sobre como o mundo da cultura já sofre efeitos por conta do mundo copyleft. É uma boa bússola para compreendermos o funcionamento dessa licença pública em vários campos da produção cultural (software, música, audiovisual, produção editorial etc). O livro está disponível para download. Todo amparado pela licença Creative Commons.

Via Juan Freire.

Mais um artigo publicado 27 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, Sobre o virtual.
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A Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS) publicou artigo meu sobre a dialética entre a new economy e a gifty economy. O texto aborda as tensas relações entre uma economia proprietária das redes (que busca controlar a informação) e a economia da liberdade das redes (em que a dádiva e a liberdade fundam as trocas de informação). Há uma versão do artigo para download.

Para quem não conhece, a RITS tem um papel pioneiro na democratização da comunicação e na inclusão digital no país.

Quero um Blog falado 15 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet.
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Quem estiver a fim de ter um blog falado, ou seja, um podcast, há um Blogger do podcast: é o Evoca. É um site em que o usuário criar seu próprio blog de áudio. Além disso, todo áudio tem uma etiqueta, o que permite que blogs como meus possam publicar o áudio alheio.

O curioso que quiser saber como fica a combinação de texto e áudio, uma boa dica é o blog e-dentidad, um dos melhores da blogosfera hispânica.

Leitor versus jornalista 14 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, jornalismo, Sobre o virtual.
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Deu no Terra Informática: Imprensa perde espaço para o ‘jornalista-cidadão’. A matéria é uma entrevista com Dan Gimor, autor do livro Nós, a mídia. O cara lista uma série de sites criados por leitores não-jornalistas que se tornaram fundamentais para outros leitores se tornarem mais informados sobre o “mundo moderno” (adoro usar esse clichezinho!)

“Com as novas tecnologias, como a internet e o celular, a mídia se democratizou. Não no sentido de maiores direitos das pessoas, mas de maior participação de todos na comunicação”, disse Gillmor, em palestra na terça-feira.

Um blog livre 12 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet.
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Persona fundamental para o movimento colaborativo brasileiro, Sergio Amadeo agora entra na blogosfera. Seu blog, com um estilo bem analítico,faz sempre reflexões de qualidade sobre as apropriações privatistas da tecnologia e a capacidade dos movimento de resistir a isso ao mesmo tempo de produzir inovações.

Comunicação viral é o conceito de um sistema de comunicação livre de infra-estrutura, em que os usuários fazem sua própria infra-estrutura. Essa forma de comunicação pode ter o mesmo nível de impacto que a internet teve sobre a comunicação conectada por redes de fios e fibras ópticas. A comunicação se dará como no caso da disseminação de um vírus. Tal como o vírus se prolifera contaminado a célula vizinha, a comunicação viral terá como o agente de propagação os computadores mais próximos. A máquina de seu vizinho servirá para fazer sua mensagem ser transmitida ao vizinho de seu vizinho e assim por diante até chegar ao destino.

Goear, o Youtube do som 7 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet.
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Chegou para ficar. É o Goear. Sabia que não iria demorar para chegar. Em vez de vídeos, os usuários armazenam e distribuem áudio. É um Youtube do som. O usuário pode escutá-lo online. Podem publicar o áudio do Goear em seus sites e em blogs .

Armazenem seus áudios lá. Vamos criar mais um site do excesso. É a cultura do espalhe, agora, no campo do som.

Livre ou aberto? 7 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, tese.
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O genial Richard Stalmann,f undador do movimento do software livre, escreveu um ótimo artigo (tem em espanhol e em inglês) em que diferencia o conceito de aberto e livre. Quem não sabe há uma bifurcação dentro do movimento de produtores de conteúdos não-privados. De um lado, quem defende arduamente a idéia que qualquer produto cultural deve ser uma obra livre, totalmente liberada da propriedade intelectual, livre para circular, para construção de obras derivadas, para comercialização etc. O autor, no caso, é sempre protegido e reconhecido como o inovador, mas não deve exigir restrições ao uso do produto cultural (seja um software, uma imagem, um filme etc). Na outra ponta, há aqueles que pensam que a obra deve ser aberta, mas o autor pode impôr restrições no terreno da propriedade intelectual.

Stalmann está do lado dos livres e radicaliza a luta pela liberação da propriedade intelectual do direito do autor. Para ele este deve exigir a propriedade da idéia, mas não do produto. Ele apóia que qualquer um possa utilizar trechos de poema de Drummond, criando novos poemas. Contudo esse alguém, ao criar um novo poema, seja obrigado a deixar seu texto livre para novas criações. Não deve haver apropriação individualista. Essa é a idéia do copyleft. Uma forma de proteção do autor e da obra. O Linux é assim. Se a Microsoft quiser pegar um pedacinho do seu código de programação para melhorar o Windows, não há problema. Ela só vai ter que disponibilizar o Windows como uma obra livre para que outros possam produzir novas obras. Se não fizer isto, é processada na Justiça, já que o copyleft é uma licença pública, que protege a criação e não o criador, mantendo-a sempre livre.

O texto de Stalmann é uma crítica contundente ao movimento de fonte aberta, que tem um lado positivo (a obra é disponível a todos), contudo, o autor impõe restrições proprietárias.

O significado óbvio para software de código fonte aberto é “você pode olhar o código fonte”. Este é um critério muito pobre em relação ao software livre. Software de código fonte abierto” inclui software livre, mas também inclui programas semi-livres tais como XV, e inclusive algun programas privados como Qt.

Declaração de independência da blogosfera 5 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, Sobre o virtual.
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Via Juan Freire, um texto que entra no roll daquelas manifestações típicas de blogueiros: escrever sobre a importância de blogar. Dessa vez a narrativa utilizada é na forma de manifesto. Alguns benefícios do blogar:

Rompe o código fechado do elitismo, dos fundamentalismos de todo tipo. Inaugura a coversação e a transversalidade intelectual.

De fato a possibilidade de ter uma participação mais ativa na construção da opinião pública é um marco do quinto poder (os blogs e as tecnologias colaborativas, como o Wikipedia)

Rompe com as idéias aceitas sem questionamentos e críticas, (…) recombina a informação para observar a realidade desde outros pontos de vistas

Participei de tanto blogs colocando minha opinião, via comentários, que teve alguns momentos que mudei mesmo a minha opinião, ou pelo fiquei mais tolerante, ou pelos menos “menos senhor da razão”, doença que realmente acomete dos professores universitários.

A internet oferece um espaço virtual de liberdade, autônomo em relação às autoridades do mundo físico. Mas esta independência será sempre temporal, em qualquer momento é suscetível de terminar-se e de reiventar-se o de reinventarse; portanto aproveite esta indpendência transitória intensamente.

Pra mim, eis o núcleo da linguagem blogueiro: a autonomia na produção da linguagem, que está associado com o aumento de singularização dos nossos dias. Não dava mais para assistir Gugu, Faustão e Fantástico. Sentíamos incômodo em ter a massa como a única alternativa. Os blogs e as mídias participativas é uma resposta a esse vazio de autonomia em que a cultura de massa se ancorou há anos.

Queria acrescentar uma coisa a essa declaração de Juan Freire:

– o blog possibilita a criação de uma obra aberta. Vocês, vejam, de um post do Freire surgiu uma invenção, um desdobramento, uma dobra. A possibilidade de diálogo, ao mesmo tempo, de singularização do texto é algo que fundamenta a ética blogueiro, baseada principalmente na lógica do “blogueiro linka blogueiro”. E assim criamos uma comunicação baseada no eco e não na difusão.

 

 

Wikia: colaboração e mundo da política 27 agosto, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet.
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O inventor do Wikipedia, Jimmy Wales, lançou em julhor uma plantaforma colaborativa cujo objetivo era melhorar a política. Trata-se do Wikia, um espaço coletivo de debate de idéias e produção de conhecimento sobre o mundo da política. O site segue a lógica da web 2.0: informação produzida e gerenciada pelo próprio usuário. A versão tupiniquim do Wikia saiu agora do forno e foi desenvolvida pela equipe do Portal do Voluntário, coordenada por Bruno Ayres (dá-lhe Brunão!!).

No Wikia português dá pra conferir o manifesto lançada por Wales e se aventurar na inserção de artigos e verbetes sobre a política, bem rememorar casos de corrupção, de conquistas sociais, informar-se sobre políticos etc.

Os autores de blogs e wikis estão agora inventando uma nova era da comunicação, e é minha convicção que este nova comunicação vai inventar uma nova era da política. Se a comunicação de massa nos trouxe a política de massa, a comunicação participativa vai nos trazer a política participativa. Um diferencial do mundo dos blogs e dos wikis é que não é preciso pedir permissão para fazer as coisas acontecerem. Se alguma coisa precisa ser feita, façamos. Ora, campanhas políticas precisam parar um instante e se dar conta da existência da Internet, se dar conta dos blogueiros, se dar conta dos wikis, e se relacionar conosco de uma maneira construtiva. Este website, Campaigns Wikia, tem o objetivo de reunir pessoas de diferentes perspectivas políticas que podem não compartilhar muita coisa, mas compartilham a visão da política democrática como um debate com as idéias sérias de opositores inteligentes, como a mobilização e motivação de pessoas comuns a se envolverem e se preocuparem com a política para além das mensagens televisivas.