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Citizenside, portal de jornalismo cidadão 26 fevereiro, 2010

Posted by Fabio Malini in jornalismo, jornalismo cidadão, Sobre o virtual.
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Citizenside, portal de jornalismo cidadão na França. Bem legal. A França tem inúmeros portais desse tipo, como o MetroReporter e o You.

Veja: http://ow.ly/1bsyI

Palestra J.Orihuella: jornais estão sempre em crise 22 abril, 2009

Posted by Fabio Malini in catarse, cidade, jornalismo, jornalismo cidadão, napster.
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Palestra de Jose L. Orihuella ministrada no último dia 16 de abril, em Quito. Tema: como as pessoas estão se tornando narradores dos próprios fatos que presenciam mais do que testemunhas oculares da história.

Nessa crise do jornal, ouvimos explicações absurdas, como aquela que afirma que os jovens não lêem jornais porque, em geral, não lêem mais. Ora hoje os jovens lêem e escrevem mais do que nunca. O problema é que escrevem e lêem em outros lugares.

Cabe ao jornalismo escrever numa linguagem mais próxima às pessoas, mais ligado ao cotidiano das pessoas.

Acho importante essa análise do Orihuella, seu esforço de demonstrar essa transição de testemunha à narradores. Ele começa sua análise ao mostrar centenas de pessoas capturando imagens, através de aparelhos celulares, da festa de posse do Obama.

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Yoani Sánchez e o surrealismo cubano 6 dezembro, 2008

Posted by Fabio Malini in américa latina, Blogs, experiências, jornalismo cidadão.
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Yoani Sánchez, blogueira do GeneracionY, cubana, filósofa, tem passado poucas e boas no seu país. Lá, ter e manter um blog pode ser uma atividade que ameace à revolução, “ao papá”, como ela diz. Na última quinta, junto com Antonio Granado e o Tiago Dória, entrevistei-a no Itaú Cultural, no âmbito do Seminário Rumos Jornalismo Cultural.

A entrevista foi feita no calor de uma “situação surreal”. A Polícia, na véspera, a havia proibido de produzir o seu blog. E de sair de Cuba. “Desde março deste ano, o governo cubano colocou um filtro no meu blog para que não seja possível que se leia o blog em Cuba”, contou.

A blogueira revelou que a antipatia que tem o poder de ti  se deve ao fato de seus posts serem lidos em Cuba não só pela internet, mas também através de cópias impressas que são distribuídas no interior da ilha.

“Pela primeira vez os censores não podem deter um fenômeno informativo. A cada novo intento de censurar o meu blog, mais visitas ele acaba recebendo”, argumentou.

Quem quiser conferir, a entrevista na íntegra é só dá um pulo no blog do Tiago Dória. Tem também: o post da reprimenda da polícia a Yoani e a repercussão da censura à autora na blogosfera.

Embraba adere ao blogue corporativo 24 agosto, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, jornalismo cidadão.
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Olha aí, a Embrapa lança o AgroBlog. O objetivo é informar sobre o mundo das informações rurais. Como uma instituição com muita credibilidade, a Embrapa assume que pode também noticiar ao mesmo tempo que divulga informações também para a mídia.

Legal!

A cultura da imprensa, por Mcluhan 23 agosto, 2007

Posted by Fabio Malini in imprensa, jornalismo cidadão, macluhan, optativa, Ufes.
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Quem acompanha o blogue sabe que estou a começar um estudo sobre a blogosfera brasileira e as relações com o jornalismo tradicional … e que, do ponto de vista do ensino, ofereço um curso sobre jornalismo-cidadão na Ufes. O intuito? Fazer a aproximação entre o ethos jornalístico com o mundo da publicação amadora para testar os limites dessa nomenclatura “jornalismo” cunhada pelos gurus da internet para dar vida àquilo que publicamos nos youtubes, blogues e wikis da vida.

O curso começou com um debate sobre os sentidos da imprensa para Macluhan (na foto acima). O texto que serve de anteparo para as discussões é o capítulo dedicado à imprensa, do livro Os meios de comunicação como extensões do homem.

Algumas idéias que mostram bem uma démarche macluhaniana sobre a imprensa:

o jornal é uma forma confessional de grupo que induz à participação comunitária.

É a idéia que o canadense possui de que, como dispositivo impresso, o jornal trata de seruma confissão pública dos acontecimento da pólis. Se o livro imprime a confissão de um mundo interior, de um autor, o jornal revela o exterior, e os autores são os jornalistas em interação com a sociedade. Por isso Macluhan vai chamar o jornal de o “livro diário popular”. É por isso também que Mcluhan constata que “boa notícia jornalística é sempre má notícia”, por esta se tratar do mais alto teor de confissão pública (geralmente “de alguém ou sobre alguém”).

Num certo sentido, o jornal então aparece como aquele que organiza coletivamente a estória comunitária. Quando a confissão é positiva não é notícia, é anúncio (é publicidade). Gosto dessa provocação do Mcluhan. Por quê? Porque as técnicas jornalísticas – a principal delas, a entrevista – se caracterizam como um poder confessional. “É preciso arrancar a informação da fonte”, dizem alguns colegas. O ato falho e a frase solta de forma confessa sempre tiveram um alto valor nos círculos jornalísticos. Em alguns casos, é uso maldoso, mas, em outros, pode marcar um momento histórico importante. Como aquela frase do Ricupero dita no impulso, durante uma entrevista jornalística, “o que é bom a gente mostra, o que não é a gente esconde”, ele teria dito. Algo típico da corrida eleitoral de 1994. Mas essa história de poder confessional é tão fácil de constatar. As assessorias de imprensa hoje vivem de levantar as notícias negativas e positivas que saem de seus clientes. Quanto maior é a positividade delas, maior é a publicidade para o cliente, e maior também é a redução de custos com propaganda. É a busca pela mídia espontânea ou pela impressão da notícia boa nos jornais.

A imprensa repete o prazer que temos pelo playback.

Essa frase é sensacional. A imprensa é repetição, porque é cotidiana, é ordinária. Então ela nutre desse estado “de fazer tudo sempre igual”, algo que demarca o cotidiano. É por isso que ninguém se cansa de ler sobre o próximo Fla-Flu, mesmo que o resultado seja previsível: derrota, vitória ou empate.

Tem uma outra coisa de Mcluhan que ajuda explicar o lugar do jornal hoje, principalmente, quando nos debatemos com o furos da internet e seus impactos no mundo de gutemberg. Dizia-nos que o problema do jornal diário é que ele é profundamente determinado pelas fronteiras, daí sua veia a intensificar nacionalismos e regionalismos. O problema é que a internet é o avesso das fronteiras. É global. E o jornal tem um cultura material que é tensionada por essa territorializaçao. Daí que, quando ele migra para o universo eletrônico (online ou radiodifusão), se trasmuta por completo, sofrendo influência do entretenimento, do envolvimento participativo e dos fluxos globais noticiosos.

O Estadão e os blogues 16 agosto, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, campanhas, jornalismo, jornalismo cidadão.
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Não está entendendo nada? Então leia sobre, no blogue Pensar Enlouquece, a nova campanha virótica da blogosfera. Agora é contra o Estadão. Tudo por conta de um anúncio do Estado que satiriza o universo bologueiro, mostrando que, quem quer credibilidade, deve buscar o impresso.

Meus cursos em 2007/2 16 agosto, 2007

Posted by Fabio Malini in cursos, documentos, jornalismo, jornalismo cidadão, Ufes.
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Este semestre estou a oferecer dois cursos:

1. a disciplina “jornalismo online” [programa] .

2. e a disciplina optativa “Imprensa e Jornalismo Cidadão” [programa].

Como vêem estou um tanto quanto jornalístico neste segundo semestre.

PS: tenho a responsabilidade pelo laboratório de novas mídias, mas dessa disciplina escrevo depois, já que, acho, que terá uma quantidade boas de surpresa.

Jornalismo Cidadão é terceiro conhecimento 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, cibercultura, jornalismo, jornalismo cidadão, p2p, rede, web 2.0.
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Li dois posts sobre a questão do jornalismo-cidadão (a moda de atribuir a qualquer um a função de ser jornalista, haja visto blogs, fotologs, podcast, Ohmynews etcetera).

Os posts I e II, publicado no Intermezzo, relatam o debate sobre o tema, realizado na USP, com Ana Brambilla (vai estar aqui em Vix em maio) e Hamilton dos Santos, ambos da Editora Abril.

Gosto muito da discussão, e concordo com essa rapaziada que o jornalista é agora mais um guia do que um oráculo, já que com a evolução constante de sistemas de publicação amadora da Internet, o público entrou na farra e agora narra as suas histórias e a dos outros também.

O Henrique Antoun, gente boa demais e fodão quando o assunto é internet, diz uma coisa bacana. Para ele, certos produtos do jornalismo-cidadão (como blogs, por exemplo) se remetem aquilo que o filósofo Spinosa chama de terceiro gênero de conhecimento, como algo relacionado a um conhecimento intuitivo e sensitivo.

Num ótimo post, no seu Mediação-Mobilidade, Antoun explica isso tudo tim-tim-por-tim-tim. Para ele, não dá para pôr blogs e jornal no mesmo saco, pois o conhecimento é distinto:

As pessoas lêem e frequentam blogs procurando uma info afetiva e não uma info genérica, pura e simplesmente. Vc lê os afetos e não o conteúdo das idéias ou opiniões em um blog. Pra ler o conteúdo elas tem os jornais. O blog é lido pq eu amo ou odeio o q o blogueiro escreve, o jeitão dele escrever, o mundo próprio dele. No blog o conhecimento de terceiro gênero é + importante.

[…]

Sem querer aborrecer d+ todo mundo com filosofia; o conhecimento de primeiro gênero é o conhecimento “pelo signo”; do tipo ouvi falar, vi na novela, assisti no filme, li no livro…. Conhecimento onde a experiência não conta e o que conta é “o q todo mundo acha”, “diz”, “julga”. O conhecimento pelo signo é a principal fonte do preconceito e da superstição. É tb a principal fonte política da dominação. Hj em dia o conhecimento do primeiro gênero é o conhecimento pela mídia: jornal, tv, etc. Neste tipo de conhecimento o q conta é a autoridade: sacerdotes ou instituições. É o império dos formadores de opinião.

[…]

O conhecimento do terceiro gênero é o conhecimento que faz conceitos claros e distintos das afecções e afetos que provou. O conhecimento pelo entendimento do afeto e da afecção trazido pela idéia ao espírito. É o entendimento da alegria de seu mundo próprio e das paixões alegres; ou seja das paixões ativas e produtivas em vc.

O lance então é que o jornalismo profissional se remete a um conhecimento mais moral. O jornalismo então teria essa teleologia. É curioso que todas as formas de produção jornalística efetuada por cidadãos não-jornalistas sempre têm a mediação do jornalista. Continuam sendo um conhecimento moral.

Por isso que acho que a novidade que traz a Internet não está tanto no jornalismo-cidadão como conhecimento moral, mas no jornalismo-cidadão como conhecimento sensitivo e singular, como pensa o Antoun.

Mas isso é, para mim, ainda uma hipótese muito influenciada pelo pensamento do Antoun. Algo que preciso estudar mais. Segue uma boa discussão ativada por Ana Brambilla, via Intermezzo (que através de Beth Saad publicou a seguinte informação sobre o debate paulistano):

Ana Brambilla chama atenção para uma confusão de papéis que a onda do jornalismo participativo traz, passando por cima de conceitos fundadores. Não existem, porque não cabem, os ditos “cidadãos jornalistas”. Na verdade o que ambientes participativos estimulam é a emergência de “cidadãos-repórteres”, que executam aquela parte do processo jornalístico de reportar, relatar a realidade, trazer diferentes visões de um mesmo fato. Aqui, o cidadão pode contribuir muito, até mais que o próprio jornalista ou uma redação inteira que não tem condições de estar em todos os mundos ou dominar todas as fontes. Ali, no veículo e no blog, o jornalista e o editor, podem exercer seus papéis de forma enriquecida.