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Sobre a questão viral 31 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, Propaganda, Sobre o virtual.
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Semana passada rolou em Vitória, o IV Foco, que este ano debateu as redes virtuais e a constituições política do presente. Houve uma porrada de temas e queria escrever alguma reflexão (um pouco resenhada) sobre a crise da comunicação de massa e o novo padrão de distribuição comunicacional: o viral.

Sobre a crise, o ponto fundamental é a insistência de o usuário afirmar a sua dimensão produtiva. Nasce (e morre) a todo instante blogs, sites, fotologs, comunidades virtuais, moblogs, vlogs, jornais participativos, fotos tagueadas, enfim, uma infinidade de publicação multimídia, que tematiza desde a parafuseta da motocicleta a testemunhos de ataques do PCC em SP. A eleição 2006 mostrou o poder em rede desses veículos, um poder de resistência ao discurso pronto para o uso da grande imprensa. O interessante é que não dá para conceituar esse movimento como uma imprensa ou comunicação alternativa, pois todos esses veículos não nasceram de uma preocupação de ser contra o discurso midiático, mas se constituir em uma caixa de ressonância do que circula nos mass media e um espaço de produção de expressões próprias (como blogs literários, fotologs do time de futebol etc). É um poder absolutamente em rede.

O que vemos é que a comunicação se tornou imersiva. Claro que a natureza da Internet ajuda nessa caracterização. Ao contrário dos outros meios, na Internet você está dentro dela. Na tevê, no rádio ou na imprensa, você é um espectador. Assim, as informações só se popularizam na Internet no momento em que eu as faço circular. Quando se tornam um vírus. Preciso contaminar alguém com o meu enunciado para que este sujeito o encaminhe como uma corrente. É o web a boca, como dizem os espanhóis.

Esse movimento coloca o usuário na figura de um operário da informação. Não há mais graça estar na Internet e ficar como um autista (Mr. Manson, nomeou muito bem durante o Foco). O gostoso é meter a mão na massa e poder construir a minha própria casa (sítio), meu próprio discurso, minha própria expressão. Por isso, que a Internet é mais que uma mídia. É a virtualização da nossa singularidade na forma de bits: my space.

O viral – para além do seu estilo pegadinha – é herdeiro da arte participativa. Já não há mais aquele distanciamento da obra, a obra precisa ser uma construção coletiva na Internet. Sou sujeito e objeto da obra. Eu sou a mídia!

Cidade Marcada 15 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Propaganda, Sobre o virtual.
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Via Juan Freire, um belo vídeo que demonstra como estamos vivenciando na cidade o bombardeio de informações feito pela publicidade. São textos, signos e marcas que remetem a uma economia da atenção estupenda. Não é à toa que o mundo hoje rejeita quem tem déficit de atenção (não sei se isso existe ou se é uma invenção da indústria farmacêutica).

Todo em preto e branco, como um positivo fotográfico, o filme exclui as noção de profundidade de campo, para nos remeter a uma imersão subjetiva ao universo da “branded city”.

Os rumos da propaganda 11 abril, 2006

Posted by Fabio Malini in Propaganda.
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Para aonde vai a propaganda após o advento da televisão digital? Muita gente se pergunta sobre isto, já que o telespectador digital terá a oportunidade de assistir seus programas favoritos sem os reclames. Um bom artigo sobre o tema foi publicado no Webinsider e é assinador por Sandra Jonas.

"O comercial de televisão, da forma como o conhecemos, fatalmente minguará. Seu formato vem perdendo apelo desde que surgiu o controle remoto. As pessoas não têm que assistir; elas simplesmente optam por fazê-lo. Imaginem como será, agora, que o número de canais será muito mais elevado?"

Diferenças Geracionais e Consumo de Meios de Comunicação 12 março, 2006

Posted by Fabio Malini in Propaganda, Sobre o virtual.
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Li no blog do Jornalismo e Comunicação, que indica um link para o blog espanhol 5w Prensa Cafe. Trata-se de um post que enumera a preferência dos mídias e o que cada faixa etária está consumindo nos meios de comunicação. Os dados foram publicados em dezembro, numa pesquisa chamada Outsell's News Usage Research. A fonte é uma de uma firma de pesquisa industrial, que pesquisou o hábtio de 2800 pessoas nos EUA.O principal dado: o jornal é coisa de cinquentão. A moçada consome jornal digital e informação no GYMA (Google, Yahoo, MSN, AOL – que é o UOL dos EUA).

A tabela é ótima e dá para tirar muitas conclusões. Uma delas é que as pessoas cada vez mais querem informação customizada (on demand), tipicamente um tipo de conteúdo que, por enquanto, somente a TV a Cabo e a Web fornecem.

(para enxergar melhor a tabela é só clicar nela)