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O Comunismo das Redes 29 abril, 2007

Posted by Fabio Malini in Blogs, capitalismo cognitivo, jornalismo, Motim francês, p2p, Pensamento Negri, tese, web 2.0.
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Acabei de publicar um artigo na Global n.8 chamado “O Comunismo das Redes”. Mas, como ainda não posso postar ele aqui, aproveito para deixar o paper escrito para ocasião da defesa da minha tese, com o mesmo título.

Trata-se da síntese, que acho que ficou muito boa, da minha tese.

a economia da informação e o capitalismo são inconciliáveis, pois a principal força produtiva – o saber – não é quantificável, quer dizer, não pode ser medida por horas de trabalho. Além disso, o fato de o saber ser difuso faz com que o capital “saía de uma lógica de valorização baseada em um controle direto do processo de produção”. Por conta disso, provoca uma crise “de fundo no capitalismo e antecipa uma outra economia, de tipo novo e ainda ser fundada”. Essa outra economia a ser fundada estaria já se constituindo no espaço das redes livres (freenets): tanto as empresas já estariam trabalhando nas redes para unir-se nos momentos da tomada de decisão; quanto os usuários, através de mecanismos de auto-organização, auto-coordenação e a livre troca de saber, estariam produzindo um mercado para um emaranhado de produtos e serviços criados a partir da colaboração rizomática sem a necessidade de uma intermediação do mercado.

Capítulo I da minha tese 5 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in tese.
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Pois é. A vida ficou muito mais complicado. Depois de passar o semestre lendo igual a um louco, comecei a escrever a tese. Sempre acho que escrever dissertação ou tese é igual a fazer psicanálise. A diferença é que o divã é a cadeira e o psicanalista o computador. Você percebe que é bom nisto e péssimo naquilo. Ai, fica numa paranóia: melhoro o que sou ruim ou aperfeiçôo o que me dou bem. Gosto da primeira opção. Esse feriadão, então, fiquei me deleitando com a recuperação de uma bibliografia punk, mas que hoje eu entendo e que antes era insuportável de interpretar.

O primeiro capítulo da tese, denominei provisoriamente de O Sujeito no Capitalismo Cognitivo. (mais…)

Veja sacaneia cartunista 2 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, tese.
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Via Alfarrabio, leio que a Veja publicou uma charge sem devida autorização. Tratava-se de Lula chegando numa banca de revista e perguntando se havia revista de sacanagem. O jornaleiro responderia: Qual? E Lula: “A Veja, aquela que vive me sacaneando”. O autor é o Santiago, que recebeu um telefonema da redação, que pedia a liberação da charge. Santiago disse não porque não concordava com a linha editorial da revista. Mesmo assim o periódico publicou o cartoon do cara.

Mais uma da Veja…

Um jornal participativo tupiniquim 2 novembro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, copyflet, jornalismo, tese.
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O Brasil wiki é uma tentativa de produzir um wikijornal brasileiro, na linha dos jornais participativos. Gostei dos vídeos. Os textos estão ainda muito escasso.  O usuário deve se cadastrar no site (algo meio contraditório para a linguagem wiki, mas tudo bem…). A responsbilidade do material divulgado é do internauta, segundo diz os termos de uso.

Falta ser um pouco mais ágil na publicação. Deve ser por conta dos editores…

Mais adesão ao blog como jornalismo 31 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, jornalismo, tese.
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Segue um textinho, na verdade um testemunho, sobre o vício de ler blogs (sofro desse mal também). Depois da invenção do agregador de notícias RSS, fiquei viciado em conteúdo de internet (jornalístico, literário, íntimo etc). A citação a seguir foi publicada no Webinsider, por Darcio Vilela:

O jornalismo já acordou para o poder dos blogs e a maioria dos grandes jornais tratou de “profissionalizar” o meio, disponibilizando espaços para articulistas de suas equipes editoriais. Departamentos de mídia de agências também investem no potencial desse canal e vêm adaptando formatos e ações a essa realidade.

blog vai virar tese 31 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in tese.
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Aviso aos navegantes, esta semana vou começar publicar os meus textos da tese neste blog. Quem quiser contribuir, será ótimo.

O título da tese é (provisório): “A emergência das mídias colaborativas – multidão, capitalismo cognitivo e poder em rede”

A onda agora é o escambo 18 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, tese.
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Uma nova invenção das multidões da cibercultura: o escambo. Uma idéia óbvia e original. Há sites especializados em trocas peer-to-peer de Dvd´s, Cd´s, livros e games. O raciocínio é simples: um site conecta pessoas, que trocam bens uma com as outras. O site cobra geralmente R$ 2,o para cobrar custos operacionais. Pena que a experiência é nos EUA.
Trocas de DVD´s: Peerflix

Trocas de CD´s: Lala.com

Trocas de Videogames: GameSwap

Troca de livros: PaperBackSwap

BLogs metropolitanos 14 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in Blogs, tese.
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Metroblog é um projeto global que reúne blogs metroplitanos, ou seja, diários que têm como função fazer uma crônica da cidade. Eu adoro o projeto e sou leitor de alguns blogs desse gênero. Nesta semana, em Nova York, o metroblog novaiorquino fez uma excelente post sobre acidente de avião que causou um certo frisson na cidade. Um testemunho consistente de como a cidade reagiu ao acontecimento.

A idéia do metroblog poderia ser um ótimo recurso para as assessorias de comunicação de prefeituras locais. Poderia ser indicado um jornalista para fazer crônica da cidade. As assessorias ficam muito focadas em vender notícias à imprensa e menos em comunicar o que as cidades possuem de interessantes.

O único blog metropolitano filiado ao Metroblog é o da cidade do Rio de JAneiro.

Uma nova fase da acumulação midiática 14 outubro, 2006

Posted by Fabio Malini in catarse, Comunidade virtual, tese.
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Com a compra do Youtube pelo Google, as corporações de mídia dão continuidade a uma nova estratégia de acumulação. Já sabem que não há como controlar a mensagem, pois os usuários (com a popularização de videocâmera, câmaeras digitais, celulares, blogs, wikis etc) produzem suas próprias verdades online.

A alternativa para as corporações é o controle dos espaços em que essas mensagens circulam. O Google agora passa a ter, por exemplo, poder de censurar qualquer videozinho que circula no Youtube. Tal como o Microsoft pode aplicar filtros de censura no MSN. Idem o Yahoo, no yahoogroups. Tal como o Google, no Blogger. A lista é infindável de corporações que hoje controlam os principais veículos de produção online.

O futuro da acumulação midiática então é controlar os meios e deixar pra lá a manipulação das mensagens (online). Assim, a lógica que o usuário é capaz de empreender a sua própria esfera de comunicação, o seu próprio discurso, revela-se como uma meia-verdade. No fundo revela-se uma ideologia: por trás da web 2.0, há uma brutal revelação: a matrix nos controla.

Tô pessimista hoje!!!

Livre ou aberto? 7 setembro, 2006

Posted by Fabio Malini in copyflet, tese.
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O genial Richard Stalmann,f undador do movimento do software livre, escreveu um ótimo artigo (tem em espanhol e em inglês) em que diferencia o conceito de aberto e livre. Quem não sabe há uma bifurcação dentro do movimento de produtores de conteúdos não-privados. De um lado, quem defende arduamente a idéia que qualquer produto cultural deve ser uma obra livre, totalmente liberada da propriedade intelectual, livre para circular, para construção de obras derivadas, para comercialização etc. O autor, no caso, é sempre protegido e reconhecido como o inovador, mas não deve exigir restrições ao uso do produto cultural (seja um software, uma imagem, um filme etc). Na outra ponta, há aqueles que pensam que a obra deve ser aberta, mas o autor pode impôr restrições no terreno da propriedade intelectual.

Stalmann está do lado dos livres e radicaliza a luta pela liberação da propriedade intelectual do direito do autor. Para ele este deve exigir a propriedade da idéia, mas não do produto. Ele apóia que qualquer um possa utilizar trechos de poema de Drummond, criando novos poemas. Contudo esse alguém, ao criar um novo poema, seja obrigado a deixar seu texto livre para novas criações. Não deve haver apropriação individualista. Essa é a idéia do copyleft. Uma forma de proteção do autor e da obra. O Linux é assim. Se a Microsoft quiser pegar um pedacinho do seu código de programação para melhorar o Windows, não há problema. Ela só vai ter que disponibilizar o Windows como uma obra livre para que outros possam produzir novas obras. Se não fizer isto, é processada na Justiça, já que o copyleft é uma licença pública, que protege a criação e não o criador, mantendo-a sempre livre.

O texto de Stalmann é uma crítica contundente ao movimento de fonte aberta, que tem um lado positivo (a obra é disponível a todos), contudo, o autor impõe restrições proprietárias.

O significado óbvio para software de código fonte aberto é “você pode olhar o código fonte”. Este é um critério muito pobre em relação ao software livre. Software de código fonte abierto” inclui software livre, mas também inclui programas semi-livres tais como XV, e inclusive algun programas privados como Qt.