Ciclo de debates sobre política 2.0 na Ufes 8 fevereiro, 2010
Posted by Fabio Malini in Blogs, Pensamento Negri, Ufes, eventos, midialivre, midias sociais, política, web 2.0.Tags: ciclo de debates, seminario
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Laboratório de Estudos em Internet e Cultura / UFES + @ColetivoMulti
Ciclo de Debates
{ Poder e Internet: política e cultura nas mídias sociais }
Quinta, 19h30, Auditório do Centro de Artes
com @fabiomalini, @muriloejunior e @gabrielherkenhoff
Tema do dia:
“Sobre a inteligência de enxame”.
Debate a partir do trecho “Inteligência de Enxame”, do livro Multidão, de Toni Negri e Michael Hardt e de “La aparición de la guerra en red”, do livro, Redes e Guerra em Rede, e John Arquilla e David Ronfeldt {inédito no Brasil}
Próximo Tema [ 04 de março de 2010 ]
Yes, We Can – a campanha de Obama nas presidenciais de 2008
a partir do livro “Communication Power “, de Manuel Castells {ainda inédito no Brasil}
Sobre
O Seminário aberto Poder e Internet: política e cultura nas mídias sociais busca socializar e compartilhar os debates teóricos contemporâneos sobre os usos da internet no campo da cultura e da política, sobretudo, aqueles que refletem sobre o campo das chamadas mídias sociais na web. O seminário ocorre durante as quintas feiras, no Centro de Arte, quinzenalmente. A entrada é gratuita.É uma organização do @coletivomulti e do @labic .
Onde conseguir os textos
Os textos, de caráter curto, estão disponibilizados no Centro de Cópias do Centro de Vivência, na UFES, na pasta Política 2.0.
Coordenação Geral: Fábio Malini (UFES)
Transmissão ao vivo pela Internet!
Partido inglês ensina usar redes sociais 21 janeiro, 2010
Posted by Fabio Malini in Blogs, política.Tags: guia, política, redes sociais
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Lendo o e-Xaps, tive acesso ao guia de uso das redes sociais para políticos do Partido LIbera inglês. É ótimo, sobretudo, se você é ou quer ser um político (em sentido amplíssimo…)
A Global Brasil está online! 19 janeiro, 2010
Posted by Fabio Malini in coletivos, cursos, imagem, imprensa, internet.Tags: revista, revista global
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A Revista Global Brasil, que participo desde a primeira edição, em 2001, está no mundo dos bits. Só em pensar que já se foram quase dez anos.Agora a revista terá sua versão on.
Obrigado @eduardoluc e @wwdaigo !!!
O “ih, fora!” e a volta do Zé Carioca 19 janeiro, 2010
Posted by Fabio Malini in crítica.Tags: crítica, cultura, vitoria
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“Decepcionar é um prazer.” (Gilles Deleuze)
No excepcional discurso de Gilberto Gil, em 2003, então empossado como ministro da cultura, o artista baiano afirmava: “Não cabe ao Estado fazer cultura”. O cantor-ministro espantou geral, muitos dele riram. Como se sabe, Gil fez uma gestão revolucionária, de escala global. A lógica do ministro era a de fazer algo bem contemporâneo, que chamou de do-in antropológico. “Avivar o velho, massagear o novo”. A herança de Gil parece que passa ao largo da administração cultural da capital, ainda presa a visão folclorista da cultura. Mas um folclorsmo de tipo novo. A folclorização da cultura pop. A receita é assim: transforma-se algo em pop, depois o pop em um cult folclorizado. É uma operação que dá no mesmo de sempre: samba, suor e cerveja, a mesma equação que tanto tempo, pré-Gil, fazia a alegria dos salões burgueses nos tristes trópicos. E que transformaria os gabinetes de cultura numa caixa de repasse de verbas para uma clientela preferencial.
O problema é que a cultura do hit “já era”, como dizem os funkeiros. A cultura do hit pertence às festinhas anos 80, 70, 60… (já repararam que festa anos 90 ninguém faz?). O que “já é” é a tranformação da política cultural numa argamassa de uma sociedade permeada por milhares de pontos e nichos de cultura que estão articulados em rede. O problema que essa rede tem sido montada, em alguns lugares, sem estado e sem mercado, como é o caso de Vitória. E essa rede é o “novo” que precisa ser massageado. Nesse sentido, como é possível ainda se gastar tanto dinheiro público em pop stars fakes? Para que massagear essa wanessada toda, esse limbo cultural que vegeta em criatividade e só faz girar a cultura do pequeno fanático (fã, que significa pequeno fanático)? O contra argumento poderia ser: de novos os intelectuais contra o gosto massivo. Falso engano. A cultura popular é marcada pela resistência. E a lógica industrial de massa, sabemos, é feita a partir da lei do mais forte. O samba – por exemplo – sempre foi popular, até quando começou a ceder e fazer enredos homenageando empresas, marcas, cidade, políticos etc.
Estamos a ver um novo modelo de gestão cultural em Vitória. Há uma pretensão utópica: Vitória ser o lugar de grandes espetáculos. Nada tão provinciano no momento em que o mundo já está bem aqui, ao nosso lado, e a questão é como jogar o mundo aqui, e aqui no mundo. Ao contrário, insiste-se no velho modelo getulista: por que não transformar “Sol’s” em pequenas Wanessinhas ? Por que não criarmos zécariocas? O radical talvez seria ver é um mashup de wanessas, zé’s e sol’s . Isso que seria notável. Mas, para isso acontecer, é preciso cultivo (de onde vem a palavra cultura), tempo para a criação, para a produção cultural e um novo olhar sobre o que é a cultura hoje. Não adianta juntar, é preciso recombinar, remixar, samplear.
Senão o pop vai virar folclore. E o sertão vai virar mar.
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Escrevi esse artigo há uns cinco dias. Como muitos sabem, acredito muito na gestão (da cultura) da capital. Há tempo para intervi-la com a palavra, quer coisa melhor? Tive dúvidas e, confesso, até receio em publicar. Mas, hoje, depois de domingo, quando o público da Wanessa gritava “Ih fora, Ih fora, Ih fora” para o experimental da banda Sol na Garganta, decidi publicar o artigo aqui mesmo no blog (iria para outro lugar, mas forças ocultas…).
Em certo momento, a plateia gritava para a banda: “chão, chão, chão”, numa espécie de interação sádica, do tipo “de onde vocês saíram? que coisa de banda são vocês, eu quero a Wanessaaaaaa!!!! Era a demonstração cabal da situação da cultura na cidade. É isso o resultado de uma política cultural baseada no fomento do pequeno fanático. É aquilo que o Gil dizia, o “Estado não deve produzir cultura”. Inventou de produzir cultura, deu nisso: “tudo na chão, chão, chão”.
Em 10 anos, o que foi a blogosfera no Brasil? 1 janeiro, 2010
Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.Tags: blogosfera, retrospectiva
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Ao escrever uma retrospectiva de 10 anos de blogosfera no Brasil, me vejo com essa questão: quais foram os blogs que deram o tom da blogosfera no Brasil. Palpite.
50 melhores blogs argentinos 28 dezembro, 2009
Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.Tags: argentina, blog
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Enquanto no Brasil predomina os blogs de humor, na terra dos hermanos argentinos, os de literatura. Aliás, muito bons. 50 melhores blogs argentinos.
Eu? Fórum de Mídia Livre 2008 27 dezembro, 2009
Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.add a comment
Pois bem, Youtube é demais, pesquisando material sobre mídia livre livre, descubro um vídeo em que eu estou a falar. Foi no FML de 2008, no RJ. Legal.
Fórum de Mídia Livre divulga documento síntese 2009 27 dezembro, 2009
Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.Tags: documento, midia livre
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Eis a dica: movimento midialivrista divulga suas propostas para 2010. Elas foram objeto de intensos debates no II Fórum de Mídia Livre, em Vitória, em dezembro.
Rumo a Vitória. II Fórum de Mídia Livre, inscrições abertas! 8 novembro, 2009
Posted by Fabio Malini in Sobre o virtual.Tags: fml, midialivre, vitoria
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Desde o frutífero Fórum Social Mundial, em Belém, onde realizamos o I Fórum Mundial de Mídia Livre, presenciamos o inédito edital do Ministério da Cultura que premiou, mais tarde, 82 experiências midialivristas no país, e, ainda, vimos o presidente Lula anunciar a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, que começamos a trabalhar, em rede, na produção do II Fórum de Mídia Livre (FML), na capital capixaba.
Este ano, o Fórum de Mídia Livre será realizado, nos dias 04 a 06 de dezembro, logo após as conferências estaduais de comunicação. E terá a participação de ativistas, artistas, intelectuais, profissionais de comunicação, gestores públicos, empreendedores, estudantes, que debaterão uma agenda comum para os realizadores de mídia independente no país. O FML contará com desconferências temáticas, mesas de debate (propostas pelos convidados através da internet), oficinas de produção de mídia (propostas pelos próprios convidados através da internet), transmissão ao vivo de palestras e oficinas pela internet, encontro nacional dos pontos de mídia (ligados ao Ministério da Cultura), encontro nacional de blogs políticos, colóquios. Teremos, assim, a missão de fortalecer as bandeiras comuns aos movimentos sociais que estarão presentes na Conferência Nacional, dez dias após o FML.
Assim, o II Fórum tem como finalidade constituir as bandeiras próprias midialivristas que serão levadas à Confecom, bem como reforçar o coro das nossas velhas bandeiras (como a democratização e controle social das concessões públicas de Rádio e TV) e construir outras novas (como a universalização da banda larga e a democratização das verbas públicas de publicidade). Sabemos que o debate sobre os rumos da Confecom e as teses que a orientarão dominarão nossas conversações durante o FML, o que faz deste um momento fraterno de encontro de ideias, propostas e posições políticas que façam avançar e renovar nossos compromissos com a produção de novos direitos sociais no terreno da comunicação, que tenha sempre como norte a radical defesa da liberdade da expressão das diferentes matizes sociais do Brasil.
viver dignamente de comunicação
Mas, em Vitória, temos ainda um desafio no campo econômico, que é antes, político. Nos últimos anos, aceleram-se experiências (individuais ou coletivas) de mídias autônomas. “Nunca na história desse país” surgiram tantos veículos de comunicação, criados e mantidos por profissionais de comunicação (com graduação ou não) que fazem ecoar pontos de vista alternativos sobre o dia a dia das cidades, geram inovações estéticas e nas diferentes linguagens midiáticas, constituem parcerias de crescimento mútuo com outras iniciativas (sejam para ampliar novos públicos, como para exigir novos direitos) e experimentam soluções de sustentabilidade econômica. Contudo, aqueles que estão mergulhados em boa parte dessas experiências ainda estão bem longe de terem seu labor tipificado, conforme apregoa a Organização Internacional de Trabalho, como “trabalho digno”. Muitas vezes obtêm infraestrutura de trabalho, através de editais públicos, mas não alçam a possibilidade de “viver de mídia”. Como qualquer trabalhador da cultura, o da comunicação ainda se vê na dependência das indústrias da intermediação (da publicidade às indústrias culturais) e/ou do fisiologismo típico brasileiro (aquela ajuda do “amigo do governo ou da empresa”). Os midialivristas acabam por ficar nesse vácuo de políticas, sobretudo, da econômica (isto é, no vazio daquelas medidas que façam distribuir renda, desconcentrando-a do poder das indústrias de intermediação). Esse é um grande desafio das políticas de comunicação do começo do século XXI, fazer com que os midialivristas – ou o precariado cognitivo, como salienta a professora Ivana Bentes – possam viver dignamente de seu trabalho, o que significa entrar num tema ainda desconhecido, entre nós, que é o de como construir um mercado solidário e dinâmico no campo da comunicação social.
O II Fórum traz essa questão para estimular nossos debates: como viver só de blogs, só de rádios comunitárias, de tv pública, tv comunitária, só de cinema, música e audiovisual independente ou só de revistas impressas para público de nicho, tendo como horizonte a criação de um mercado solidário?
Não é à toa que o II Fórum de Mídia Livre abrigará diferentes movimentos que carregam, já há algum tempo, mecanismos diferentes de produção, distribuição e consumo de comunicação. Em parte isso advém dos usos inovadores e críticos da internet e das tecnologias digitais, sobretudo, do uso colaborativo dessas ferramentas contemporâneas que, paulatinamente, trazem-nos desafios pela construção de um “novo pacto” no campo da comunicação. Não se trata somente de criar um novo marco legal (muito necessário, dado a caduquice dos processos e das tecnologias sobre a qual a lei atual versa), mas uma nova concepção de como viver de mídia, algo que atravessa nossa vitalidade, nossa potência de vida, afinal, bem no final, somos todos humanos, seres vitalistas.
O II Fórum de Mídia Livre ocorrerá na cidade de Vitória/ES, uma das primeiras a experimentar um governo com participação popular, já em 1989. São 20 anos de participação da sociedade civil nos rumos da cidade. Uma cidade cheia de contradições, como todas do país.
Fizemos por aqui, no Espírito Santo, um esforço para receber a todos. Mas o mais importante foi nossa Caravana Midialivristas, passando pelo Sul do Estado, pela Região Metropolitana e pela juventude, através de nossas conferências livres, recheadas com trocas de conhecimentos (com nossas oficinas midialivristas). Participamos ainda das articulações pró conferência estadual de comunicação. Estamos muito animados para receber a todos na Universidade Federal do Espírito Santo.
Um agradecimento bem especial aos companheiros do Grupo de Trabalho Executivo do Fórum de Mídia Livre, aos amigos queridos do Coletivo Multi (Vitória) e do Coletivo Rede Universidade Nômade, aos colegas do Centro de Artes da Ufes, por estar na luta pela construção desse II Fórum. Acredito que já podemos pensar no terceiro.
Agora é a hora!
Muito Obrigado,
Fábio Malini (UFES)
Coordenação do II Fórum de Mídia LIvre



